Her

Her é mais um filme de Spike Jonze sobre losers, aqui um überloser, que não só se apaixona por um sistema operacional como consegue a façanha de ser traído por ele (Ela, aquela bitch!), enquanto tem um emprego de merda, que lhe consome os dias na tarefa minimamente criativa, mas essencialmente mecânica, de ditar cartas para desconhecidos.

Ele é um “desajustado” socialmente, se preferir, ainda que o desajuste mais evidente seja o da calça santropeito que ele usa. Loser megamaster.

Isso não é solidão, solidão é mais interessante, requer uma ausência do outro, uma não realização —e é belamente retratada em Nebraska, de Alexander Payne, para ficar em um filme em cartaz.

Her é sobre estase, letargia, desistência, o loser hollywoodiano, o indie, enfim, aquela figura que desperta mais compaixão no espectador do que raiva por não conseguir “get a life!”.

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