Bowie, Berlim e Burroughs

Bowie & Burroughs: wild boys

Bowie & Burroughs: wild boys

Rory MacLean, autor de Berlin: Imagine a City, conta um pouco de sua experiência com David Bowie na cidade e fala dos lugares que inspiraram o cantor na capital alemã nos anos 70, na seção de turismo do Financial Times.

Destaque para como Bowie compôs “Heroes” perto da Potsdamer Platz e como foi, em 1987, o show que o inglês fez para 70.000 pessoas no Portão de Brandemburgo, bem próximo ao muro, de modo que os alemães orientais também escutavam o espetáculo e para quem Bowie dedicou justamente “Heroes”, música ambientada ali mesmo, “by the wall”: “We send our best wishes to all our friends who are on the other side of the Wall.”

Sobre o mesmo assunto, a Deutsche Welle mostrou em março de 2013 como é o Berlin Bowie Walk, um passeio guiado pelos lugares onde ele morou, trabalhou e se divertiu.

Por falar em Bowie, o Guardian publicou também em março do ano passado, quando abriu a mostra David Bowie Is em Londres, o texto do crítico e escritor Jon Savage que consta do catálogo da mostra que chegou agora a SP e trata do encontro do cantor com o escritor beat William S. Burroughs em novembro de 1973, o auge de Bowie, sete meses depois do lançamento de Aladdin Sane, cinco depois de ele ter “matado” Ziggy Stardust e no mês seguinte ao lançamento de Pin Ups.

Esse encontro foi promovido pela revista Rolling Stone e publicado em fevereiro de 1974, na semana em que Rebel Rebel entrava nas paradas inglesas, sob o título Beat Godfather Meets Glitter Mainman, em que Bowie explica Ziggy para Burroughs, fala que Andy Warhol tinha uma “cor errada”, comenta sua “dificuldade” com a palavra amor e prevê algo que acontece hoje: “Videotape is next, then it will be holograms. Holograms will come into use in about seven years. Libraries of video cassettes should be developed to their fullest during the interim. You can’t video enough good material from your own TV. I want to have my own choice of programmes. There has to be the necessary software available.”

E também:  “I’m just not content writing songs, I want to make it three-dimensional. Songwriting as an art is a bit archaic now. A song has to take on character, shape, body and influence people to an extent that they use it for their own devices. It must affect them not just as a song, but as a lifestyle”.

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