Archive for fevereiro \24\UTC 2014

Piers Morgan fora da CNN

24/02/2014
Piers Morgan

Piers Morgan

A saída do britânico Piers Morgan da americana CNN, segundo o britânico Guardian:

“Three years after the former Daily Mirror editor – famed in London for bouncing back from a series of scandals – took over from US broadcasting veteran Larry King, Morgan was told by CNN president Jeff Zucker it “was time for the show to end”.

Morgan, who lost his job at the Daily Mirror after publishing fake pictures of alleged British troop misconduct in Iraq, had built a reputation for campaigns on gun control while at CNN but was blamed for a steady slide in the show’s ratings since Larry King’s retirement.”

E segundo o americano New York Times, que primeiro noticiou o fato:

“It’s been an unhappy collision between a British television personality who refuses to assimilate — the only football he cares about is round and his lectures on guns were rife with contempt — and a CNN audience that is intrinsically provincial. After all, the people who tune into a cable news network are, by their nature, deeply interested in America.”

Her

20/02/2014

Her é mais um filme de Spike Jonze sobre losers, aqui um überloser, que não só se apaixona por um sistema operacional como consegue a façanha de ser traído por ele (Ela, aquela bitch!), enquanto tem um emprego de merda, que lhe consome os dias na tarefa minimamente criativa, mas essencialmente mecânica, de ditar cartas para desconhecidos.

Ele é um “desajustado” socialmente, se preferir, ainda que o desajuste mais evidente seja o da calça santropeito que ele usa. Loser megamaster.

Isso não é solidão, solidão é mais interessante, requer uma ausência do outro, uma não realização —e é belamente retratada em Nebraska, de Alexander Payne, para ficar em um filme em cartaz.

Her é sobre estase, letargia, desistência, o loser hollywoodiano, o indie, enfim, aquela figura que desperta mais compaixão no espectador do que raiva por não conseguir “get a life!”.

Dubstep + funk carioca

12/02/2014

Batman carioca na TV francesa

06/02/2014

Os franceses que entrevistaram o Batman e o cineasta carioca “que ganha bem pra caralho”, dois personagens que brigaram numa rua no Leblon e ficaram conhecidos com esse vídeo, são da equipe da France24 e produziram a reportagem abaixo, sobre a violência policial no Rio e a remoção de favelas para a construção das obras para as Olimpíadas no Rio (uma prática, aliás, secular na cidade, essa de expulsar pobres para embelezar a região).

O canal de TV francês entrevista moradores da Vila Autódromo, da Rocinha, do Santa Marta, a família do pedreiro Amarildo e, claro, o Batman e o diretor de Dedé Mamata. A Prefeitura do Rio não quis se pronunciar.

O barato da flor

06/02/2014
Hortênsia da boa

Hortênsia da boa

A crise está tão braba na França que os franceses estão roubando jardim pra fazer baseado de hortênsia.

C’est ne pas facile pour personne.

Je speak français

06/02/2014

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O governo francês está financiando escolas públicas bilíngues de Nova York e treinando professores de francês numa inciativa que petende destinar $2.8 million in five years to help support the expansion of the program to new schools.

The country’s identity is inexorably tied to French, and officials suggested that in promoting the teaching of the language worldwide — including taking a leading and unusual role in a public education initiative outside its borders — they were not only helping to enrich children, but also reinforcing and building the country’s economic, political and cultural ties with other countries.

Do New York Times.

Nome de solteira na França

06/02/2014

France has decided this week that in future all married women will be addressed by their maiden name in official correspondence unless they specifically request otherwise.

BBC Radio 4 discute essa medida.

Bowie e Nomi

05/02/2014

David Bowie e Klaus Nomi interpretam uma versão ótima de The Man Who Sold The World, TVC15 e Boys Keep Swinging no Saturday Night Live em 1979.

Verão $urreal do isoporzinho

04/02/2014

 

$urreal

$urreal

A Bloomberg resumiu o que está pegando neste verão carioca, criados e organizados no Facebook: o $urreal, moeda destes tempos de preços altos, e o isoporzinho, “movimento” em que, em vez de sentar no bar com os amigos, as pessoas se reúnem em praças, levam isopor com bebidas e pagam menos.

Como o jornal local O Globo gosta de dizer, transformando os preços em sujeitos da ação: “os preços assustam”. Ou, o meu preferido: “os preços enlouqueceram”.

Mundo mais velho

04/02/2014

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Pesquisa do Pew Research Center mostra que em 2050 o número de pessoas com mais de 65 anos vai triplicar em todo o mundo, de 530 milhões em 2010 para 1,5 bilhão de senhores e senhoras. Animação muito boa da BBC mostra How an ageing population will change the world.

Herança de Mandela

04/02/2014
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Winnie: #xatiada

Nelson Mandela deixa herança (uns R$ 10 milhões) para a família, empregados e para o partido dele, mas nada para Winnie, com quem foi casado por 35 anos.

 

Philip Roth continua dibowa

04/02/2014

Philip Roth

Philip Roth insists ‘I have no desire to write fiction. I did what I did and it’s done’.

Se ele não escreve nenhuma linha de ficção desde 2009 (o último livro dele, Nemesis, saiu em 2010), o que ele faz? “I swim, I follow baseball, look at the scenery, watch a few movies, listen to music, eat well and see friends. In the country I am keen on nature.”

Tá certíssimo.

O passado já era

04/02/2014

“Suddenly we find ourselves living in an online realm where the old is just as easy to consume as the new.”

Artigo da Wired trata de uma questão que você já deve ter notado há uns 10 anos e que a Internet salienta a todo instante: o passado é cada vez mais presente.

No recuo da bateria

04/02/2014

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“Although computer chips have doubled in speed every few years, and digital displays have become significantly brighter and sharper, battery technology is largely stuck in the 20th century.”

The New York Times mostra no que empresas de tecnologia e pesquisadores estão apostando para diminuir o descompasso tecnológico entre a duração das baterias e a capacidade de processamento dos aparelhos —inclusive aparelhos sem bateria nenhuma.

Paper: Facebook reiventado

03/02/2014

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Paper, o novo aplicativo do Facebook disponível a partir de hoje para iPhone e apenas nos EUA, é, segundo esta crítica do The Verge, o melhor aplicativo já criado pelo Facebook. Eu concordo.

Em vez de reformular o tradicional —e mito ruim— aplicativo do Facebook, a empresa criou um novo e, com ele, uma nova maneira de usar essa rede social, especialmente se você se importar mais com notícias (relevantes, de fontes como New York Times, CNN, BBC, Rolling Stone, Pitchfork, Time, Washington Post, além de sites como os dos museus londrinos  Tate e Hayward Gallery etc., selecionadas por uma equipe do próprio Facebook e divididas em temas como Pop Life, Score, LOL, Tech, Headlines etc.) do que com o que seus amigos postam, o que, aliás, você continua vendo normalmente, mas numa timeline à parte, graças a deus.

E a navegação é excelente.

Bowie, Berlim e Burroughs

03/02/2014
Bowie & Burroughs: wild boys

Bowie & Burroughs: wild boys

Rory MacLean, autor de Berlin: Imagine a City, conta um pouco de sua experiência com David Bowie na cidade e fala dos lugares que inspiraram o cantor na capital alemã nos anos 70, na seção de turismo do Financial Times.

Destaque para como Bowie compôs “Heroes” perto da Potsdamer Platz e como foi, em 1987, o show que o inglês fez para 70.000 pessoas no Portão de Brandemburgo, bem próximo ao muro, de modo que os alemães orientais também escutavam o espetáculo e para quem Bowie dedicou justamente “Heroes”, música ambientada ali mesmo, “by the wall”: “We send our best wishes to all our friends who are on the other side of the Wall.”

Sobre o mesmo assunto, a Deutsche Welle mostrou em março de 2013 como é o Berlin Bowie Walk, um passeio guiado pelos lugares onde ele morou, trabalhou e se divertiu.

Por falar em Bowie, o Guardian publicou também em março do ano passado, quando abriu a mostra David Bowie Is em Londres, o texto do crítico e escritor Jon Savage que consta do catálogo da mostra que chegou agora a SP e trata do encontro do cantor com o escritor beat William S. Burroughs em novembro de 1973, o auge de Bowie, sete meses depois do lançamento de Aladdin Sane, cinco depois de ele ter “matado” Ziggy Stardust e no mês seguinte ao lançamento de Pin Ups.

Esse encontro foi promovido pela revista Rolling Stone e publicado em fevereiro de 1974, na semana em que Rebel Rebel entrava nas paradas inglesas, sob o título Beat Godfather Meets Glitter Mainman, em que Bowie explica Ziggy para Burroughs, fala que Andy Warhol tinha uma “cor errada”, comenta sua “dificuldade” com a palavra amor e prevê algo que acontece hoje: “Videotape is next, then it will be holograms. Holograms will come into use in about seven years. Libraries of video cassettes should be developed to their fullest during the interim. You can’t video enough good material from your own TV. I want to have my own choice of programmes. There has to be the necessary software available.”

E também:  “I’m just not content writing songs, I want to make it three-dimensional. Songwriting as an art is a bit archaic now. A song has to take on character, shape, body and influence people to an extent that they use it for their own devices. It must affect them not just as a song, but as a lifestyle”.

Os anúncios do Super Bowl que duram um mês

03/02/2014

This year, a thirty-second spot costs a bit more than four million dollars—and Fox, which is broadcasting the game, had no trouble finding companies to pay for the opportunity. But most of these companies aren’t really buying Super Bowl ads anymore. At least, that’s not all, or even especially, what they are buying. Instead, they have paid for the ability, for several weeks leading up to the big day, to tell people that they’ve bought a Super Bowl ad.

Sem contar os “teasers de comerciais”, o que só faz sentido nos EUA.

 Na New Yorker

Eduardo Coutinho

03/02/2014

Se existe algum lado positivo na morte de alguém tão importante, é o “intensivo” sobre essa pessoa que a internet oferece em poucas horas. Que bom que ontem e hoje se falou tanto de Eduardo Coutinho. Que tragédia que tenha sido pelo motivo que foi.

Ele teve uma importância muito grande pra mim e para muita gente. Cabra Marcado Para Morrer teve um impacto que se faz sentir até hoje, mais de 20 anos depois de eu ter visto o filme pela primeira vez.

Aqui ele fala sobre Peões num hotel na avenida Paulista, em São Paulo, por ocasião do lançamento do filme em 2004. “A pior coisa do cinema é a simbologia”. Ele está sentado do lado da janela, de modo que ele pudesse fumar durante a entrevista.

Abaixo alguns dos melhores filmes dele:

Cabra Marcado Para Morrer (1964/1984)

Peões (2004)

Santo Forte (1999)

Edifício Master (2002)

Jogo de Cena (2007)

Santa Marta – Duas Semanas no Morro (1987)

Moscou (2009)

O Fim e o Princípio (2005)

O “super bowl” de Downton Abbey

03/02/2014
Lady Violet, a melhor personagem da série

Lady Violet, a melhor personagem da série

No texto sobre o melhor episódio da quarta temporada de Downton Abbey, exibido ontem nos EUA, Dave Itzkoff, do New York Times, chama o embate que se dá entre Isobel Crowley e a maravilhosa Lady Violet  muito astutamente de “super bowl”.

Com várias metáforas futebolísticas (de futebol americano) para contar esse episódio, é assim que ele relata  o melhor diálogo dessa temporada, já exibida na Inglaterra:

“Aren’t you going to say you’re sorry?” Isobel demanded of her. “How you hate to be wrong.”

“I wouldn’t know,” replied Lady Violet, who was all but spiking the ball as she strode over the goal line. “I’m not familiar with the sensation.”

Touchdown!

Fotos aéreas

02/02/2014
Foto de Alex MacLean

Foto de Alex MacLean

As fotos aéreas que o fotógrafo americano Alex MacLean tira a mais de 1.500 metros de altura a bordo de um avião Cessna estão expostas em Londres. O Guardian publicou algumas delas.

Em 2011, o fotógrafo paulistano Cássio Vasconcelos saiu do norte dos EUA num helicóptero e registrou todo o percurso até São Paulo, pelo litoral brasileiro, para o UOL. Foram produzidas duas galerias: uma para fotos na América do Norte e Caribe e outra para fotos do Brasil.

Pronounced SHARE-Lockee WHOLE-mees

02/02/2014

Se o adolescente Wonarllevyston Garlan Marllon Branddon Bruno Paullynelly Mell Oliveira Pereira, que diz que nunca teve nada em comum com  Marlon Brando, resolveu mudar o nome para “apenas” Bruno Wonarleviston Oliveira Pereira, Creedence Clearwater Couto, 34, gosta muito do próprio nome: “I have a marvelous name which makes me stand out above the crowd. I am honored to be named for such artistic geniuses”.

Isso é o que mostra a reportagem do New York Times sobre nomes brasileiros “extraordinários”, acompanhada de um ótimo guia de pronúncia desses e de outros nomes como Mike Tyson Schwarzenegger Pradella, Francisco Lindon Johnson Menezes da Luz Junior e Sherlock Holmes da Silva —este último ganhou também uma ajuda por escrito: “pronounced SHARE-Lockee WHOLE-mees”.

Venezuela, com Stalins, Nixons, Hiroshimas, Tutankamens e Taj Mahals, e Nigéria, com os seus  Godknows, Lovemores e Learnmores (e cujo presidente tem o maravilhoso nome de Goodluck Jonathan) são citados como países onde também há nomes inusuais.