Archive for janeiro \31\UTC 2014

Mistérios brasileiros

31/01/2014

O que você ainda não entende do Brasil?

Muita coisa. Por exemplo: não assimilo bem a ideia da empregada doméstica. Também não entendo por que quase todos os bolos no Brasil têm um buraco no meio!

Britânica de Oxford que está em Recife, na estreia do blog Para Inglês Ver, da BBC Brasil.

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Café dos comédia

31/01/2014
Tina Fey getting coffee

Tina Fey getting coffee

A terceira temporada de Comedians in Cars Getting Coffee, a websérie de Jerry Seinfeld, um aficcionado por carros antigos (e por tênis medonhos, desses que fariam a galera do rolezinho salivar), que convida comediantes para passear de carro (um diferente em cada episódio) e tomar café. Hm, exatamente como diz o nome do show…

Como ia dizendo, a terceira temporada dessa série começou com 2014, e para você ter uma ideia de como o ano está passando voando, ela já tem 5 episódios. O último é com Tina Fey. E o mais engraçado é com Louis C.K. (rimou).

Howard Stern é o convidado da próxima semana.

Atualização: no fim de semana entrou o episódio com George Costanza, por ocasião do Super Bowl, em que eles revivem o seriado Seinfeld. Com participação especial de… Newman!

O fim e o fim do Motley Crüe

30/01/2014
Que difícil se separar… é tão bom ficar juntinho...

Que difícil se separar… é tão bom ficar juntinho…

Motley Crüe have signed a contract that will permanently dissolve the legendary rock group after one last tour. With the announcement of their second farewell tour in less than a decade, the rockers vowed that this time, once and for all, they are calling it quits.

 If they do not, they can apparently be sued – though it’s not clear by whom.

A zoeira, ela não tem limites, principalmente se ela tiver sido iniciada nos anos 80.

Darkside

30/01/2014

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Modular People é uma das gravadoras mais legais da Austrália e tem um podcast semanal igualmente bom. O desta semana é com Darkside, de Nicolas Jaar e Dave Harrington, ainda que só este comande o mix de quase uma hora que inclui:

Nick Drake – Things Behind the Sun (Tamara cover)
The Range – Everything But
Terje Rypdal – Silver Bird is Heading for the Sun (DH remix)
Metrika – Jeel K’eex (DH instrumental edit)
Laurie Anderson – Commencement Address (DH cut-up)
Empress Of – Realize You (DH edit)
Gang Gang Dance – House Jam (Benoit & Sergio remix)
Sun Glitters – Mouth (Shigeto remix)
Braids – Amends (DH remix)
The Knife – Without You My Life Would Be Boring (DH instrumental edit)
Sex Mob – Quiet (DH edit)
Ricard Villalobos – Ichso
Frankie Rose – Pair Of Wings
David Lynch – In Heaven Everything is Fine
DH – Holidays

Para ouvir e baixar

Paper

30/01/2014

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O Facebook deve lançar na próxima segunda o Paper, aplicativo para leitura de notícias e posts publicados na rede de Mark Zuckerberg. Por enquanto, ele estará disponível só para iPhone e só nos EUA.

Segundo o New York Times, “the new app does away with buttons, menus and other distractions. The focus is on making it easy to consume content. Everything appears full screen and you move around the app by swiping or pinching the screen.”

E o que parece ser a melhor coisa do app: sem anúncios.

Já o blog Currency da New Yorker mostra What You’re Worth to Facebook:

“by figuring out what people are interested in, Facebook can show them ads that are super-relevant, thus persuading them to buy things, thus persuading marketers that the ads are effective and worth the money.”

David Bowie (M)Is

30/01/2014
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Catálogo de David Bowie Is

Depois de levar mais de 300.000 pessoas ao Victoria & Albert, um dos melhores museus do mundo, entre março e agosto do ano passado em Londres, e de passar pelo Canadá, a mostra David Bowie Is abre amanhã para o público no MIS (que não chega a ser nem um dos melhores museus de São Paulo), batizada apenas de David Bowie, que, assim como o nome da mostra, é um pouco menor do que a original londrina.

O catálogo original do V&A —sensacional, com textos de Jon Savage, Camille Paglia, entre outros—, foi traduzido para a exposição paulistana e editado pela Cosac Naify. No começo de janeiro, o catálogo podia ser encomenadado no site da editora por R$119,90. Agora, não há mais menção ao preço, e o site informa apenas “em breve”.

Por R$ 121,06 (cotação do dólar de hoje; com frete incluso), você compra o catálogo original na Amazon americana. Se preferir gastar em libras, a Amazon UK cobra R$ 120,12, também com frete incluído. Não quer pagar frete? Tente na Book Depositary: sai por R$ 109.

A vantagem, nos três  casos, é não haver erros de tradução (para que traduzir um catálago de exposição de objetos de David Bowie, pelo amor de deus?) e, talvez, você ter o livro em mãos mais rápido do que se comprar a versão nacional.

Enquanto isso, aprecie este belo programa que analisa em profundidade os dentes de David Bowie:

Atualização: em 01/02 a versão br do catálogo já estava à venda na Livraria da Vila por R$119,90 e vem com uma camiseta grátis.

Mackleless

30/01/2014
Ryan Lewis e Macklemore no Grammy

Ryan Lewis e Macklemore no Grammy

“Não odeie Macklemore porque ele é branco. Odeio-o porque a música dele é terrível”. Esse é o título nada sutil do texto, bem escrito e argumentado, aliás, de Jack Hamilton, o crítico de música pop da Slate.

“It’s the lowest sort of middlebrow, an art-like commodity that shallow people think is deep and dull people think is edgy. The city that blessed us with Jimi Hendrix and Nirvana [Seattle] has now cursed us with the rap game Upworthy: a man hawking hip-hop that switches out faked emotion for real intellect and faked intellect for real emotion and has no discernible goals other than to congratulate its makers for making it and its listeners for purchasing it.”

Say no (mackle)more.

***

Por falar (pela última vez aqui) em Grammy, Sasha Frere-Jones escreveu o melhor texto sobre a premiação na New Yorker, apesar de ele não ter falado nada sobre a apresentação de Daft Punk & Pharrell Williams & Nile Rodgers & Stevie Wonder.

Discursos simples

30/01/2014

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O Guardian publicou um curioso gráfico que mostra que o nível de sofisticação linguística dos discursos do Estado da União, proferidos anualmente pelo presidente dos EUA (como disse um jornalista do Guardian no Instagram: é o Super Bowl da política americana), tem caído e se tornado mais simples.

 

The Philosopher’s Mail

30/01/2014

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The Philosopher’s Mail é o novo site de celebridades, mas não um site banal de celebridades, aqui as “notícias” são produzidas não por “jornalistas”, mas por filósofos. Como eles mesmos explicam:

It’s a new media outlet rooted in popular interests, sensibilities and inclinations of the day – but that tries to read and caption the news with an eye to traditional central philosophical concerns – for compassion, truth, justice, complexity, calm, empathy and wisdom.

The goal of the Philosopher’s Mail is to prove a genuinely popular and populist news outlet which at the same time is alive to traditional philosophical virtues.

Em suma: The epochal challenge is to reach the people who don’t engage with complex news.

E isso inclui fazer um site com um layout idêntico ao do Daily Mail, mas com seções nomeadas de acordo: Tragedy, Virtue, Utopia etc.

Neste momento a notícia mais lida é Emma Watson on Caribbean holiday helps us to find love.

O site, produzido pela School of Life, de Alain de Botton,  faz parte do lançamento do novo livro dele, The News: A User’s Manual, que sai em 6 de fevereiro no Reino Unido.

Kesh Angels

29/01/2014
Kesh Angels, com véus da "Nike"

Kesh Angels, com véus da “Nike”

 

O fotógrafo marroquino Hassan Hajjaj abriu ontem sua primeira exposição solo em Nova York com fotos da série Kesh Angels. A New Yorker mostra mais fotos e explica:

Hajjaj’s portraits retain a modern feel, juxtaposing traditional Muslim clothing —hijabs, niqabs, babouches, and abayas—with Moroccan biker culture and famous Western brands, like Nike and Louis Vuitton.

Societé des Ambianceurs et des Personnes Elegantes

29/01/2014
Un sapeur à Brazzaville

Un sapeur à Brazzaville

Os sapeurs, como são chamados os membros dessa “sociedade” congolesa formada apenas por homens que se vestem para impressionar, ou melhor, que vivem para se vestir bem, são a personificação da elegância. Não apenas pelas roupas em si, claramente inspiradas nos colonizadores franceses do começo do século 20 (e pelos europeus ocidentais em geral), mas pela ética –uma ética chiquérrima.

E esses homens são o tema da nova campanha publicitária da cerveja Guinness, que também produziu um bom minidocumentário, “The Men Inside the Suits”,  sobre esse grupo de Brazzaville, no Congo.

“Ser um sapeur não é uma questão de dinheiro”, diz um deles nesse filme, “a gente empresta e pega emprestado as roupas . É como a gente sempre diz: Não é o valor das roupas que conta, mas o valor do homem que as veste”.

E aqui você assiste a fotos do livro “The Gentlemen From Bacongo“, do fotógrafo italiano Daniele Tamagoni (Bacongo é congolês), que registrou esses senhores incríveis e suas roupas maravilhosas.

Welcome aboard

29/01/2014
Avião transformado em restaurante em Gana

Avião transformado em restaurante em Gana

Esse é o restaurante Green Plane, que funciona num DC-10 desativado, que voava para a Europa e EUA, em Accra, capital de Gana.

Some visitors have never been inside an aeroplane. “I am excited to be here, my first time in a plane,” said Mary Dapaa. “It looks a little different from the inside of planes I see on television.”

Na BBC

Congelados nos restaurantes da França

29/01/2014

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Lawmakers are expected to approve this month a consumer protection law requiring restaurants to designate fresh dishes with a “fait maison,” or “homemade” logo. If a dish is unlabeled, some or all of it is presumed to come from an assembly line.

About a third of French restaurants acknowledged using ready-made meals in a recent anonymous survey conducted by Synhorcat, the French hotel, restaurant and cafe operators union. But Xavier Denamur, a leader of the fresh-food faction who owns les Philosophes and other four restaurants in the Marais, estimates the figure is closer to 70 percent.

As patisseries da França, apesar de não serem atingidas pela lei, também servem produtos congelados: “At least half of their tarts, pastries, cakes and other viennoiseries are made in a centralized plant and heated up on site. Up to 80 percent of croissants are made that way”.

Os custos com pessoal são um dos principais fatores para o uso de ingredientes industrializados: os gastos trabalhistas aumentaram 40% desde 2000 e representam 45% do total das despesas dos estabelecimentos: “So kitchens don’t have as many employees. In addition, there is a dearth of skilled kitchen workers and people aren’t willing anymore to rise at 2 a.m. to make bread or pastries.”

O assédio dos fabricantes de comida industrializada é pesado: “representatives from industrial food providers visited his bistro and others, bearing glossy catalogs and profit calculations. If enough menu items were replaced, he was told, he could even save on the cost of an employee.”

E o fator concorrência também contribui muito: pela primeira vez, no ano passado, os franceses gastaram mais para comer em cadeias de fast food do que em restaurantes.

Bela matéria do New York Times

PS: Danuza Leão, que diz ter “um paladar mais apurado“, havia falado sobre isso em 2012 e deu uma boa dica: evite restaurantes com cardápios longos, caso não queira comer congelados.

“Me eriço como as cerdas bravas do javali”

29/01/2014

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No dia seguinte ao anúncio do line-up do festival Primavera Sound deste ano, no qual Caetano Veloso vai cantar, a Folha publica uma entrevista em que ele fala sobre… rolezinhos (!) , decapitações de presos (!!),  sobre biografias, pela milésima vez (e pela milionésima vez ninguém entende qual é a opinião dele), sobre “a relação dele com Roberto Carlos” (?) e, sim, uma ou duas frases sobre Abraçaço, cuja versão ao vivo agora é lançada em CD e DVD no país.

Sobre o Primavera –se não me engano, o primeiro festival “jovem” no exterior e não organizado por brasileiros do qual Caetano participa–, nenhuma sílaba.

Em compensação, somos informados de que Caetano é da “classe média” (talvez o único membro desse extrato social que recebe R$ 600.000 por um trabalho), é “um homem livre, maluco e sozinho” e tem uma reação tão ótima em relação a alguns jornalistas que mereceu o título deste post.

Daí eu pergunto: Caetano tem opinião sobre tudo porque os jornalistas perguntam sobre tudo pra ele ou os jornalistas perguntam sobre tudo porque Caetano tem opinião sobre tudo?

Tina, Beyoncé, Ike e Jay Z

28/01/2014

“I’m Ike, Turner, turn up / Baby no I don’t play / Now eat the cake, Anna Mae / I said eat the cake, Anna Mae”

Esse é um trecho de Drunk in Love, música do último álbum de Beyoncé com que ela e Jay Z abriram a premiação televisionada do Grammy no domingo passado. É uma referência a uma cena da biopic de Tina Turner, What’s Love Got To Do With It, em que ela (que se chama Anna Mae) apanha em público do marido Ike por se recusar a comer um pedaço de bolo.

Um post do blog de música do Guardian pergunta, sobre esse e outros trechos da letra da música: should we have a problem with it?

(como o vídeo é da transmissão original da CBS, nos trechos onde há “shit” na letra, o áudio está apagado.)

No mais, “surfbort, surfbort, surfbort” rs.

Por dentro do lobo

28/01/2014

Martin Scorsese, Leonardo DiCaprio, Jonah Hill e o roteirista Terence Winter falam com The Hollywood Reporter sobre o filme The Wolf of Wall Street.

O iPod da prisão

28/01/2014

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O radinho de pilha especialmente criado pela Sony para penitenciárias dos EUA, cuja bateria dura mais do que a do iPod Classic, um sucesso entre os presos e também fora da cadeia, de onde ele raramente sai, entre outros motivos, por superstição, mas que está perdendo espaço para um MP3 player, com o qual os presidiários podem baixar música (paga, de um catálogo limitado) de um serviço específico para os presos (“inmates can download and listen to music in the comfort of their living units”).

Na New Yorker

Um contratempo

28/01/2014

O cara é atacado por um tubarão na Nova Zelândia, se livra dele com uma faca, dá ponto na própria perna na praia e vai tomar cerveja no bar.

Acontece direto comigo.

A “verdade cruel” por trás do milagre escandinavo

28/01/2014

2006 WINTER OLYMPIC GAMES, TURIN, ITALY - 21 FEB 2006

O autor inglês Michael Booth, casado com uma dinamarquesa e que já morou na Dinamarca, entre idas e vindas, durante 10 anos, lança em fevereiro o livro “The Almost Nearly Perfect People – The Truth About the Nordic Miracle“, o que parece ser uma espécie de “copo meio vazio” sobre uma certa exaltação dos países escandinavos, sobretudo por parte dos ingleses, nos últimos tempos.

Neste texto no Guardian em que ele promove o livro, ele diz:

“we Brits are now projecting our need for the existence of an earthly paradise northwards.

I have contributed to the relentless Tetris shower of print columns on the wonders of Scandinavia myself over the years but now I say: enough!Nu er det nok! Enough with foraging for dinner. Enough with the impractical minimalist interiors. Enough with the envious reports on the abolition of gender-specific pronouns. Enough of the unblinking idolatry of all things knitted, bearded, rye bread-based and licorice-laced. It is time to redress the imbalance, shed a little light Beyond the Wall.”

E então ele mostra, país por país (Dinamarca, Suécia, Finlândia, Noruega e, coitada, Islândia), “a verdade cruel por trás do ‘milagre escandinavo'”. Pelos termos usados nesse título, dá pra perceber que existe humor nessa “verdade cruel”.

Lorde: do Spotify ao Grammy

27/01/2014

Lorde

Com a conquista de dois Grammy ontem pela Lorde (música do ano e performance solo pop), a Forbes voltou a postar um texto de novembro do ano passado que mostra How Spotify Made Lorde A Pop Superstar —e isso inclui uma “ajuda” de Sean Parker, ex-presidente do Facebook e cofundador do Napster.

Se ele “descobrir” mais outro nome que estoure no mundo todo, como aconteceu com Lorde, ele vai passar a ser o homem mais influente da música.

Human after all

27/01/2014

Espetacular apresentação de Daft Punk, Pharrell Williams, Nile Rodgers e Stevie Wonder no Grammy 2014 ontem. Nem a entrada errada de Stevie Wonder no começo de Get Lucky compromete a performance. Ao contrário, humaniza o show dos robôs, que costuraram A Música de 2013 com Harder Better Faster Stronger (Daft Punk), Freak Out (Chic) e Another Star (Stevie Wonder).

Dr. Strangelove: quase tudo verdade

27/01/2014

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“In retrospect, Kubrick’s black comedy provided a far more accurate description of the dangers inherent in nuclear command-and-control systems than the ones that the American people got from the White House, the Pentagon, and the mainstream media.”

O Dr. Strangelove de Kubrick era verossímil. Na New Yorker

 

The ultimate rock rebel anthem

27/01/2014

“The FBI had been looking into Louie Louie for nearly two years – playing the single at different speeds, calling witnesses, getting different experts in to try to work out what the hell the Kingsmen were singing – and it hadn’t come up with a single solid piece of evidence that the record was obscene.”

História ótima no Guardian.

MacIntosh, 30

27/01/2014

A crítica do NYT do primeiro Mac, publicada na seção Ciência (!) em janeiro de 1984:

“Apple appears to be aiming this computer at the small-business and educational markets rather than the home entertainment segment, so perhaps the company feels that color is not necessary. Certainly the machine could not be delivered with the rainbow at the current price of roughly $2,495.

The keyboard is light enough to rest comfortably on one’s lap, which is what manufacturers seem to think people do with these things, although I personally have never seen anyone work that way.”

Portrait of Brazil 2014

27/01/2014

Belo trabalho de reportagem e de edição do Observer, que publicou ontem a série Portrait of Brazil 2014, com entrevistas de personalidades pouco óbvias e interessantes da TV, literatura, arte, música, esporte, política, saúde e mídia, todas elas com a Copa do Mundo como pano de fundo.

Se o Brasil era durante uma boa parte do século 20 o país do futuro, o futuro é 2014.

Rio e São Paulo

27/01/2014

Fotos do Rio de Janeiro e de São Paulo by myself, tiradas durante os três últimos anos, mais ou menos.

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

 

São Paulo

São Paulo

 

Assessorias e o controle da informação

27/01/2014

“Enquanto esta matéria estava sendo produzida, a reportagem do EL PAÍS foi interrogada pela agência CDN, uma das gigantes do setor, sobre em qual editoria a reportagem seria publicada, em qual data, com quais outras pessoas a reportagem estava falando e até mesmo o nome da chefia de reportagem e – vejam só – “quem havia sugerido a pauta”.”

No El País Brasil

O dono da Brixton Academy

27/01/2014

Simon Parkes, um inglês rico (estudou com o príncipe Andrew) e com um braço só (a mãe tomou talidomida quando estava grávida), conta em texto na Vice como comprou em 1982 a Brixton Academy por £1 de uma cervejaria que havia oferecido o lugar por £120.000, como ele “quase teve um ataque do coração” quando soube que Kurt Cobain, cuja banda tocaria quatro noites na Brixton Academy e na sequência seria a atração principal do primeiro festival que ele organizara, havia se matado a poucos dias do evento e como, genialmente, conseguiu não entrar em falência com o cancelamento e a devolução dos ingressos.

O Guardian publicou o trecho do livro “Live At The Brixton Academy” em que ele trata desse episódio com o Nirvana (“Not only did we not go under because of Kurt’s death, bizarrely we ended up turning a profit on four gigs that never happened“), uma galeria de fotos dos dez primeiros anos da Brixton Academy, com comentários curiosos do próprio Parkes, e o entrevistou por ocasião do lançamento do livro. Nessa entrevista, ele diz:

“The most memorable moment for me was the opening number of the Clash [in March 1984], which was a big breakthrough for the Academy. They played London Calling, and watching 5,000 people go absolutely mental gave me this feeling in my stomach that was somewhere between the adrenaline of a near car crash and your first kiss from a really hot girl you fancy.”

Prova do lider

27/01/2014

Entre as personalidades brasileiras ouvidas pelo Observer hoje está Jean Wyllys. E o jornal inglês dá a entender que o ex-BBB era tão popular que foi eleito deputado federal, o que não é verdade, já que ele só teve 13.000 votos (o deputado eleito com menos votos no Brasil) e só chegou à Câmara graças a uma legislação maluca que permite que um companheiro de partido que tenha tido muitos votos, no caso, Chico Alencar, com 260.000 votos, “eleja” um colega que não merecia ser eleito.