Archive for novembro \20\UTC 2007

20/11/2007

Por cristo! Mike Tyson de pantufas vermelhas, meias rosas e… algemas pink! Tudo combinando com os dizeres do macacão listrado (listras grossas, bem verão).

Eu não sei o que isso significa, mas a new rave chegou ao boxe.

E não dou um mês para o Tyson ser chamado para o Abravanation.

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19/11/2007

QUE DROGA

“O Abadía acabou com a minha vida”

Poucas vezes eu vi alguém com a vida acabada posar sentada na mesa do seu escritório, com um quadro do Aldemir Martins na parede. Realmente, o desespero e a agonia estão por toda a parte, não?

“Meu movimento caiu 50%”, disse a cirurgiã plástica de 51 anos e com 8 cirurgias pelo corpo.

Não se preocupe, meu bem, com essas duas páginas na Vejinha, você já pode dizer: “O Abadía acabou com a minha vida. Obrigada, Abadía!”

19/11/2007

11 são furtados em show de Ivete Sangalo

O técnico em informática Fabio Altea, 29, diz ter se sentido desamparado pela casa de shows. “Vou a shows de heavy metal desde 1994, e isso acontece comigo no Credicard Hall. É inacreditável.”

Pra você ver. 13 anos de carreira como metaleiro e foi roubado justamente durante o Berimbau Metalizado. É inacreditável mesmo.

Segundo ele, os acusados não destoavam do restante do público. “Ela é loira e ele parecia um mauricinho.”

Primeiro: defina loira. Segundo: “parecia um mauricinho”. vc consegue ser mais vago?

15/11/2007

NOTÍCIAS

Britânico é condenado por fazer sexo com bicicleta

Sorte dele que não era uma Cecizinha, porque aí ele seria condenado por pedofilia hahahahaha. Mas, pô, deixa o cara, tanta gente fissuarda numa magrela, né?

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Amy Winehouse é vaiada no primeiro show da turnê

A nêga tá foda. Deixou cair o microfone no chão e tudo. Ô, dona Winehouse, a senhora consegue colocar esse ninho de marimbondo marombado na sua cabeça e não consegue nem fazer um show? Acho que devia ter um videogame que é uma disputa entre Amy Winehouse e Lily Allen. Quem terminar o show em pé ganha. No Wii.

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Frank Aguiar é cotado para substituir Gil no Ministério da Cultura

Será que o argumento é “notória especialização”? Mas o Cãozinho dos Teclados disse que “quer curtir o mandato” de deputado. Ou seja, tem tudo pra ser ministro!

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Paris Hilton nega abraçar causa de elefantes bêbados

Por mais vaca que ela seja, é difícil abraçar um troço tão grande. Ainda mais de um bêbado.

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Angelina Jolie assina artigo na “Economist”

Uau! A notícia então é que ela escreve?

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Spice Girl Geri Halliwell define abdome com ioga e caminhada

Eu defino abdome assim: parte do corpo humano e dos mamíferos, situada entre o tórax e a pelve, que contém uma cavidade separada da cavidade torácica pelo diafragma e onde se aloja a maior parte dos aparelhos digestivo e geniturinário.

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Celine Dion lança novo álbum e volta à estrada

Tomara que seja atropelada por um elefante bêbado.

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João Bosco interpreta oito repertórios em oito shows

A polícia não descarta ameaça terrorista.

15/11/2007

Tenho uma idade curiosa. Posso ser “jovem” ou “aposentado” de acordo com o caderno do jornal. Em Esportes, sou velho, veterano, experiente e posso ter me aposentado e aberto uma empresa de palestras, uma escolinha qualquer ou simplesmente sumido.

Em Política (nacional e internacional), sou jovem se eu ocupar um cargo no executivo, legislativo ou judiciário. Também posso ser ousado ou fazer parte da “nova geração” de alguma coisa se estiver no caderno de Economia.

No caderno de Cultura é provável que não haja adjetivos relativos à minha idade, especialmente se eu for músico –posso fazer música “de velho” ou ser eu próprio tão jovem quanto meu suposto público de 20 e poucos anos. Se eu for escritor, chef ou artista plástico, posso ser tanto jovem como fazer parte de alguma “geração”, mesmo que não seja “nova”.

E é uma idade curiosa também para dados oficiais. Segundo o IBGE, estou incluído no grupo dos que possuem idade a partir dos 24 e no grupo que vai até os 49.

Na real, acho que nasci com a mesma idade de sempre.

15/11/2007

Então o placar está assim:

Björk 3 1/2 X LCD Soundsystem 3 (4).

Björk em Tóquio (98), Barcelona (03) e SP (07), com meio ponto ganho na cidade catalã com um pequeno show-surpresa. LCD Soundsystem em Paris (05), NY (07) e SP (07). Houve também um em SP (04), no qual, segundo relatos, estive presente, mas minha mente estava ocupadíssima no momento, de modo que não há registro do ocorrido em meu HD.

O melhor Björk foi em 2003, com harpa, tecno, máscara-franja negra e carrinho bate-bate.

O melhor LCD Soundsystem foi quase um empate entre NY (07) e SP (07), por serem shows parecidos. Mas, se em NY o público era de umas 500 pessoas, num espaço para 500, que realmente estavam a fim do show (em SP, o público era de pouco mais do que o dobro, num espaço para quase o triplo, mas a metade era de convidados que estavam lá porque era “de graça” e mais assistiam do que curtiam de fato), o que fez da experiência algo mais selvagem e intenso, além da pequena aventura ao entrar, em SP, havia os meus amigos: eu estava com “all my friends tonight”.

Ganha pontos o fato de a banda ter feito o show do ano no ano em que lançou o disco do ano. Por isso e por mais, é a banda da década.

15/11/2007

Chamo de bom fogão aquela coisa sem frescura, sem muita necessidade de manual, com a qual se pode perder a paciência e fechar o forno com o pé por estar com o frango assado nas mãos. Aquele cujas medidas do forno permitem que as Sylvias Plaths em potencial se suicidem com toda a comodidade, sem que tudo se trave para não escapar gás. Que não precise apitar para nada e que os botões não saiam nas suas mãos a toda hora. Um fogão macho.

Nina Horta escreve tão bem quanto cozinha.

10/11/2007

OS IDIOTAS

Exatamente um ano depois da inauguração da Pacha em SP, fui a essa espécie de Daslu dançante. O mau gosto do lugar e do público é o mesmo. Os preços também são altos, o que serve, dizem os promotores e os freqüentadores, para “selecionar” o público. De fato, é uma eficaz seleção: só entram Os Idiotas, com maiúsculas, como VIPs de pulseirinha merecem.

É provável que você já tenha ido à Pacha, mas nunca tenha entrado em um matadouro. Antes de entrar no local propriamente dito, os bois ficam confinados entre grades em corredores estreitos o suficiente para mantê-los em fila indiana. Os olhares dos animais é de uma tristeza agônica, porque é notório que eles sabem que lá dentro não há boa coisa.

O semblante dos Idiotas que se aglomeram na entrada do local, confinados entre grades, porém não exatamente em fila indiana, é o oposto do dos bovinos. Há excitação, apreensão e expectativa. Primeiro por conseguir entrar, depois por conseguir entrar sem pagar. Os Idiotas sabem que lá dentro há coisa boa.

Por acaso fui com amigos que tinham ganho convites, então eu era VIP (que boiada!), o que me dava direito a entrar direto no El Cielo, recinto de nome ridículo destinado aos Idiotas, digamos, mais “privilegiados”.

Fila para entrar, mais fila para “pegar a pulseirinha” _os bois já possuem uma espécie de pulseirinha, na verdade um brinco, antes mesmo de entrar no matadouro. Os Idiotas usam uma pulseirinha em que se lê MASCULINO. As Idiotas usam uma com FEMININO escrito. Essa informação seria dispensável se eles não fossem tão Idiotas.

O conceito de VIP prescinde de filas, mas não aqui. O conceito de rico não inclui mendigar, mas não aqui. Pior do que mendigo pobre é playboy mendigo: geralmente são homens que imploram por uma pulseirinha para funcionários.

Na fila VIP (uma contradição em termos), vi um segurança oferecer para um Idiota: “Faço R$ 200 de consumo pra você”. O Idiota topou.

Então, uns 40 minutos depois, entramos na tal área VIP, o El Cielo, que tem estrutura semelhante à da área VIP da Itapemerim na rodoviária Tietê. Ganhamos um mojito, já que o rum Bacardi patrocinava a noite (e fomos obrigados a ver o morcego do logo da marca que aparecia sempre arreganhado no telão a noite toda). A pulseirinha nos dava um status importante naquele local, onde status social é uma questão bastante evidente.

Os Idiotas se vestem quase do mesmo jeito, é óbvio. Os caras deixam bem claro em suas camisetas em que lojas elas foram compradas, e, eventualmente, a cidade em que elas teoricamente foram compradas, como uma que vi: Emporio Armani MILANO. Mas boa parte dos caras usava Abercrombie & Fitch, uma marca de forte identidade gay, mas Os Idiotas pareciam não se importar muito com isso.

Eles se vestem iguais e também falam as mesmas coisas _e bem alto, como convém a um Idiota. Não era incomum ouvir gírias saídas de “Tropa de Elite” entre Os Idiotas. O amigo do Emporio Armani MILANO disse para a funcionária que se recusava a lhe dar a pulseirinha: “Zero-cinco, a senhora é uma fanfarrona”. “Pede pra sair!” era outra gíria que se ouvia com certa freqüência.

As mulheres usavam saltos muito altos e cabelos tão lisos quanto longos. Como disse o meu amigo, se os cabelos de todas elas fossem tesourados e amarrados, daria para ir até a Lua com essa “teresa” capilar. Se os saltos de todas fossem cortados e enfileirados, daria para dar uma volta e meia na Terra.

O lugar é gigantesco. Não fossem a música alta e as luzes (não há nenhum lugar muito escuro nem estrobos alucinantes; é lugar para ver e ser visto), seria um imenso posto de gasolina de beira de estrada, como o Graal, com uma praça de alimentação e até um guichê de informações (!). O teto é decorado com imensos bojos de sutiã abertos, feitos de material translúcido branco, o que, certamente, é chamado por quem fez de “formas orgânicas”, assim como são os enormes “lustres” de tecido. Enfim, a Pacha é um grande despropósito, como a Daslu.

Então entramos no Domo, como é chamada a pista de dança. Insuportável. Estava lotada de Idiotas que eram mais idiotas do que nunca: eles parecem ocupar mais espaço do que merecem e, de novo, não se importam com isso.

A pista é uma espécie de arena de rodeio, com arquibancadas com grades grossas e brancas em volta dela, para que os bois do chão não invadam a área do “público” que assiste, no caso, não invadam a área VIP.

Ficamos no alto, não exatamente o melhor lugar para se divertir nem “assistir” à pista, mas o mais viável para sobreviver. Então um Idiota aborda o meu amigo: “You are the Txemical Brothers?”. É, não estava fácil.

Além dos R$ 100 para entrar, a “seleção” do público se dava também no interior da Pacha: Os Idiotas pagam R$ 9 por uma lata de Skol.

E a música? Bom, Os Idiotas não ligam muito pra isso, o lance é a azaração. E a música era bem ruim, apesar de haver uma dupla belga que faz ótimos remixes e que tem uma banda bacana, que, por sua vez, também faz bons remixes. Atração extra da noite era um baterista de uma banda de heavy metal que acompanharia com seu instrumento a dupla belga (ele tocou uns cinco minutos e não fez diferença).

Antes dessa dupla, chamada de 2 Many DJ’s, tocou esse baterista (que se veste como se fosse de uma banda new rave) acompanhado de sua mulher, num projeto chamado Mixhell, que foi pior ainda do que os belgas. Durante a apresentação dessas duas atrações, Os Idiotas dançavam pouco, como notou o meu amigo. Não porque elas fossem ruins, mas porque a música é indiferente num local que cobra R$ 100 de entrada e R$ 9 a lata de cerveja.

Eu, Idiota por uma noite (pelo menos oficialmente hahaha), preferia ter entrado num matadouro a entrar na Pacha. Pelo menos lá, leva-se um tiro na testa logo na entrada e não é necessário lidar com todo o resto.

05/11/2007

DOIS LIXEIROS DE AMARELO

Por acaso, conversei com dois lixeiros (ou garis, mas deve haver um nome “anos 2000”, tipo removedor de impurezas públicas), contratados de uma das empresas que prestam serviço para a prefeitura de SP. É sempre bom conversar com desconhecidos, contrariando o conselho materno.

Os nomes deles não perguntei, mas serão conhecidos aqui como o Da Vassoura, DV, e o Do Carrinho, DC (ainda que carrinho seja um nome pouco técnico). Primeiro: eles trabalham em dupla; um varre e o outro recolhe –sempre, me explicou o DC, o lixo que estiver “da guia da calçada pra cá”. Quando trabalham, ambos têm de manter uma distância não muito grande entre si, um dos vários aspectos que os fiscais da empresa observam quando circulam de moto ou de carro –e muitos desses aspectos resultam em suspensão.

Segundo: eles trabalham seis horas por dia, seis dias por semana. Durante o plantão, quando aconteceu a conversa, o parceiro é aleatório, de acordo com a escala da empresa; nos demais dias, o parceiro é fixo. O plantão é sempre um domingo ou feriado. E há folga de um dia por plantão trabalhado.

No domingo em que encontrei DC e DV, eles cumpriam o horário das 8h às 14h na região da av. Paulista. E chovia. DC usava capa de chuva grossa e amarela, cor da empresa e fornecida por ela. DV usava um fino saco de lixo, também amarelo, que fazia as vezes de capa de chuva, e torcia para que nenhum fiscal passasse por ali, porque isso é outro dos aspectos pelos quais os lixeiros são multados (ou suspensos, de acordo com a gravidade do caso).

DC fez elogios contidos à empresa, que fornece uniforme “bom”, mas que poderia ser melhor, como a própria capa de chuva com capuz, que, segundo ele, deveria ser mais longa e ir além da metade da canela. DV esqueceu a capa em algum armário e não pôde comprar uma capa de chuva própria (parece que isso é permitido, contanto que seja amarela) porque o “cartão do banco está bloqueado” e ele não pôde sacar dinheiro.

Pergunto quanto é o salário deles. R$ 500 mensais. “Tá bom”, elogiou DC, acho que com pouco menos de 60 anos, cabelos grisalhos e pele vincada, “tem empresa por aí que paga muito menos”. DV, 40 e poucos anos e me pareceu que de cabelos tingidos de castanho sob o boné amarelo, também não acha má a quantia, mas ressalva que “podia ser melhor”.

Os fiscais da empresa de lixo são rígidos e conferem desde a eficiência da varrição, a conformidade do uniforme (uma das exigências é que “tem de ter o X”, disse DC, ao se referir ao acessório verde-reflexivo que usam sobre a camisa) e o proceder no ofício até a mencionada distância entre as duplas.

Os fiscais são uma das preocupações cotidianas dos garis. A outra são os acidentes. “Quando tem canteiro no meio da avenida, é pior porque vem carro dos dois lados”, disse DC. “Tem gente que entra com o carro na calçada.” Atropelamentos não são raros. “Não acontece sempre, mas acontece.” Quedas também “acontecem”, e, tal o exército norte-americano, a empresa para qual trabalham considera a vítima culpada. “Querem saber se a bota [que a empresa fornece] não estava lisa, se o piso do caminhão estava com defeito, se a gente não prestou atenção”, disse DV, que chama seu instrumento de trabalho de “bassoura” e fala mais alto que o necessário.

Quando um acidente acontece com um deles –e esse é um dos motivos de os lixeiros trabalharem em dois–, o outro tem de avisar imediatamente à empresa por meio do telefone, que carregam no bolso. (Muitos DJs de música eletrônica trabalham em dupla provavelmente por razões similares e mantêm sempre a mesma distância entre si.)

Sobre o tipo de lixo que recolhem: folhas e papéis, basicamente. O que é especialmente mais chato de recolher quando chove. Sacos com cocô de cachorro não são recolhidos por eles. “Tem gente que nos vê e já coloca o saco com cocô de bicho dentro do carrinho. Que é isso? Aqui é privada?”, indigna-se DC.

Também não recolhem “lixo de prédio”, identificados por sacos pretos nas lixeiras em frente aos edifícios. Também não podem recolher “lixo de bar”. “Às vezes acontece de o dono do bar sair de dentro e trazer o saco de lixo pra gente levar. Não pode”, afirmou DC, que é tão falante quanto DV, mas mais articulado.

Pergunto o que acontece quando há mais lixo a ser recolhido por eles do que a capacidade do carrinho, um recipente plástico retangular, da altura de uma criança de 9 anos, com duas rodas e uma alça. “Aí a gente tira o saco e deixa em lugares como aquele ali, ó [aponta para alguns sacos pretos de lixo encostados em um poste, pelo que entendi, lugar apropriado para isso]. Mas o nosso saco é amarelo, então outra equipe passa e recolhe só os amarelos”, informa DC.

As duplas não trabalham sempre na mesma região mesmo em dias convencionais. Curioso por saber se em bairros mais ricos há mais ou menos sujeira ou lixo “melhor” do que em bairros mais pobres, DC me frustra e diz que “é tudo igual”. Mas parece que há regiões mais “iguais” que outras. O bairro do Pacaembu, diz DC, é “terrível”. “O pessoal respeita menos e tem muita árvore”. Árvores, como se vê, não agradam a todos.

DV olha o relógio e avisa o companheiro de que precisam ir “porque o fiscal pode passar”. “Mas está chovendo ainda. Vocês têm de trabalhar mesmo sob chuva?”, pergunto. “[Quando há] Chuva mais forte, como estava quando a gente parou, não. Mas chuva assim, o fiscal pega”. Chovia apenas um pouco menos, o suficiente para molhar bem os cabelos durante dois quarteirões.

E então foram-se os dois. DV “barreu” e agrupou folhas molhadas que estavam no asfalto. DC recolheu-as, apesar de estarem “da guia pra lá”.

03/11/2007

O perturbador “No Country for Old Men” é tenso, violento e explosivo no limite do suportável. Os Coen fizeram um dos filmes do ano, e Javier Bardem, uma das atuações mais fodas.

E o sotaque capiraço de todos é tão peculiar à filmografia dos diretores que já cheira a sangue.

Então ao final da sessão três amigos discutiam se havia ou não havia “mensagem” no filme. Não houve consenso se havia tampouco qual seria. Quase sugeri a eles olharem no celular. Ali é certo que sempre há mensagem.

02/11/2007

Um amigo não vê a hora de assistir a “Tropa de Elite”. Não porque ele se interesse pela abordagem da polícia no filme nem por causa da atuação de Wagner Moura.

Ele só quer passar a entender as piadas.

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Outro amigo falou sobre um conhecido nosso: “O cara é maluco, manda email às 6h30. Quando não tem ninguém pelado na cama dele, ele está sempre trabalhando.”

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O novo show da Björk é a releitura cênico-musical do casamento do Shrek: coro de sopros, decoração pagã e eis que surge a princesa Fiona.

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Por falar em Björk, suspeito que ela tenha emprestado o vestido que usou no show do Rio para o brega Brandon Flowers usar no pedestal do microfone no show do Killers.

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Por falar em Killers, a banda desobedece o ditado mais famoso da cidade de onde vieram: “What happens in Vegas stays in Vegas”.

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A Mostra de Cinema de SP é um evento organizado por velhos (basta ver a identidade visual dos cartazes e os filmes selecionados) para velhos. Não que haja algo errado com isso, mas o Festival do Rio é bem mais vibrante.

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Quando haverá bons shows para mil pessoas em SP? Ou para sempre serei obrigado a dividir o espaço com 6.000, 10 mil, 20 mil, 30 mil, 60 mil pessoas para ver uma banda legal ao vivo? Um show para 500, mil, 1.500 pessoas é o ideal em termos de satisfação do público: a energia não se dissipa, e a experiência é mais intensa. Mas parece que aqui ninguém liga muito para isso. Então prefiro passar pelos seguranças de Cumbica.

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Aliás, é interessante que, até hoje, haja uma empolgação excessiva quando *qualquer* banda vem tocar no Brasil. Empolgação dos jornalistas (que se esmeram em divulgar antes e sem nenhum critério qual será a próxima banda a desembarcar aqui apenas pelo fetiche do “furo”), que contagia os leitores. E então esse show (ou, mais comumemnte, esse festival patrocinado por empresas de telefone, que agradecem pela divulgação “espontânea”) se torna um evento realmente importante. Mesmo que seja do Phoenix, Juliette and The Licks ou Lily Allen. É quando São Paulo vira Uberlândia. Ou, vai ver, São Paulo é de fato a Uberlândia do mundo.

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Quando se tratam de publicações de música, todo mundo tem tanta opinião que parece que não existem mais os tais formadores de opinião. Seria ótimo se as opiniões não fossem sempre as mesmas.

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Este ano, cerca de 78 “divas” fizeram show em SP e uns 34 shows foram “incendiários”. Por outro lado, apenas 12 artistas “exóticos” estiveram por aqui e só uns 9 fizeram “rock sem firulas”.

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Sexo é bom, mas enche o saco.