Eu até não acho mau assistir a atletas desconhecidos em esportes estranhos na TV. É tudo uma novidade.

O problema é a Rede Globo, dona das imagens, e, portanto dona do Pan, exibir apenas atletas desconhecidos e apenas atletas brasileiros que estão a chorar na tela. É bem desgradável.

Primeiro porque eles não ganham, daí o choro do perdedor, o que, em esporte, não interessa. Segundo porque o vencedor é uma grande incógnita! O que, em esporte, é só o que interessa!

Como os atletas brasileiros são pobres, há o “drama”, a “emoção”, recorte bastante discutível porque babaca. Que o sujeito tenha vindo do Mato Grosso, que ele tenha tido uma “infância difícil”, que tivesse de que andar 50 km a pé para treinar, que não tivesse dinheiro, nunca, para comprar nada, isso não importa. E ele fez tudo isso para ganhar, sei lá, uma medalha de bronze ou ficar em quarto lugar. Bom, e daí? Quem ganhou, afinal? O melhor, mas isso você não fica sabendo.

Além disso, como a Globo precisa de audiência, a emissora tem de fazer com que o espectador contunue asssitindo a esses jogos, que, ao fim e ao cabo, não têm lá muita importância mundial. Para isso, ela quase que obriga o espectador a “torcer pelo Brasil”, o que não faz muito sentido. Por que eu vou “torcer para o Brasil” no tae-kwon-do? Na ginástica artística? No badminton, por deus?! Nesse eu soube até que “o Brasil quebrou tabu” hahahahaha.

Como são muitos os brasileiros atletas perdedores em muitas modalidades, mesmo se quisesse, eu teria dificuldade para tocer pelo meu novo ídolo, porque são vários e têm nomes um pouco confusos.

A Globo deve ser uma das poucas emissoras do mundo que prioriza os atletas que não ganham. Poderia ser um novo viés de cobertura esportiva se não fosse por uma motivação babaca que é a busca da audiência por meio da patriotada tosca.

Sendo assim, prefiro não ver os “jogos”, o que no Brasil, significa assistir a ginastas que perdem e choram. Ou, vai saber, talvez esse seja um novo tipo de modalidade criada pela Globo: o choro atlético.

E, sombra da Globo, os demais veículos, impressos inclusive, noticiam apenas o que acontece com os atletas brasileiros. Não há uma linha sobre americanos, canadenses e cubanos. É a cobertura mais aleijada de um evento esportivo que eu já vi.

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