REGGAEMO

Se você vir alguém com franjas dreadlock, cajal nos olhos, camiseta tie-dye e com um baseado na mão, pode ter certeza de que ele gosta de um novo gênero musical: o reggae emo, ou apenas reggaemo.

Sempre chapados, se emocionam com facilidade ao falar ou cantar sobre o amor e a paz entre os homens _e o amor entre os homens aqui ganha conotação hostilizada entre os reggaemen jamaicanos_, o pessoal do reggaemo não está nem aí para o que falam deles.

Eles se dizem “autênticos” (não há como negar isso) e consideram Bob Marley apenas uma referência distante, ainda que o respeitem. The Sweet MJ, The Puffy Jah e Cry Out são as bandas mais populares do gênero.

Apesar do aspecto “telúrico” e quase socialista de compartilhar suas vidas com seus pares, os reggaemo consomem bastante. Já existem versões em pelúcia de Heile Salassie e seda de maconha dos Ursinhos Carinhosos, um mix de referência do qual muito se orgulham os membros desse grupo.

A maior dificuldade que enfrentam (e enfrentar dificuldades legitima sua condição emo e reggaeira em um só tempo) não está no preconceito (eles adoram ser discriminados pelo mesmo motivo) que a “sociedade” tem em relação a eles. Mas, segundo depoimentos, o grande desafio é manter os dreads em franjas.

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