Já reservei o meu abadá do Franz Ferdinand para a próxima turnê. Diz que o nome do bloco vai se chamar Franzfer Bambu hahaha.

Não me entenda mal. O show é bom, muito bom, ótimo. Os escoceses fazem uma espécie de carnaval rocker, e o público (e a própria banda nesse último show da turnê) se joga fundo. Difícil recordar de um show de rock em que houvesse “trenzinho” na platéia _ e a banda não fez concessões fáceis nem óbvias para ganhar a massa, apenas tocou suas músicas, quase tudo hit, mesmo as novas como “L Wells”, de modo extremamente afiado e competente.

E um show em que as pessoas celebram sem que houvesse amanhã (e havia, com mais shows, ave) é o tipo de show que me agrada (menos o do Pet Shop Boys haha), por vários motivos, mas não tenho condições de dizê-los agora hahaha.

De qualquer modo, é curioso que uma banda que há pouco tempo estava sempre ligada à palavra “art” possa agora ser vinculada a “carnaval”.

E Peter Hook? Muito bom o Franz Ferdinand do domingo! Se português fosse inglês, seria conveniente inventarmos o verbo “overDJ” para descrever a performance do cara do New Order nos pick-ups (que nem cobrou mais para tocar assim hahaha). Aliás, ele montava nos toca-discos (havia discos mesmo?) como se fossem um cavalo: coices com a perna direita, uma mão para o alto enquanto a outra segurava o botão (a rédea?), poses incríveis enquanto fumava e, a minha posição preferida, mãos no joelho e olhar cansado e satisfeito.

O baixista, que foi apelidado de “DJ Sig Bergamin”, praticamente só tocou extendend versions na íntegra, as músicas não acabavam nunca, pelo amor de deus. E o set gravitava sobre o universo do New Order e do Joy Division, com um punhado de músicas deles, além da versão nervosa de “I’ve Lost Control”, com Grace Jones, “Out of Control”, dos Chemical Brothers com voz de Bernard Sumner, Happy Mondays (também de Manchester), “Dare”, do Gorillaz, com voz de Shaun Ryder (dos Happy Mondays) etc e tal.

Isolée fez um dos melhores sets que vi recentemente. O alemão Rajko Müller e sua música de rico (minimal é a eletrônica esporte fino) foram perfeitos na matiné de domingo na Barra Funda. O modo como ele conduziu o set, que ganhava cada vez mais elementos pequenos e bem colocados, e a ausência do hit “Beau Mot Plage”, muito bem ausente, são alguns dos motivos da nota alta para a apresentação do produtor.

Como disse depois do show o nipo-libanês mais alemão que eu conheço: “É isso!”. Pronto, é isso.

O Modeselektor foi bom, mas quando há um equipamento de som melhor e um local mais adequado, o show é ótimo. Os graves dos alemães pedem mais estrutura do que havia ali.

Beijo, tchau.

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