Archive for dezembro \21\UTC 2005

21/12/2005

METAL ON METAL

Sunn0))) é música extrema e além.

20/12/2005

FOOSSAS

– Eu vi uns “amigos seus” ontem.
– Ah, é?
– Você ia aodrar a cena que eu vi. Estava na frente do lugar, quando parou um carro e começou a sair cada tipo, um com chapéu, outro de delineador, uma outra com paetê às 16h, e todas muito “hype”, neam? Parecia aquele filme…
– Madagascar?

20/12/2005

SEX TALK

Conevrsa durante o sexo. Desde que o homem começou a praticar o coito, há a fala durante o ato. É uma potencialização legítima da libido, sem dúvida. Mas esse papo ofegante pode provocar diversas reações, diria até adversas.

Talvez durante o sexo não seja o melhor momento para fazer perguntas, principalmente as relacionadas ao que está acontecendo naquele momento, como “quer me comeeeeeer? queeeeeer? hãããã???….” Veja, nesse caso, eu já estou fazendo exatamente isso; basta olhar em volta e terá uma resposta à altura.

Existe também a conversa cujas perguntas, geralmente feita com os dentes cerrados, não são meramente retóricas e exigem respostas dignas, ainda que você esteja preocupado em encaixes e carícias. “Você é o meu machooooo??… Hein? É o meu machooooo?” Enquanto não houver um “sim”, essa pergunta continua num looping tão irritante quanto engraçado. Mas, mesmo quando há a resposta afirmativa, vem a pergunta confirmativa: “Você é o meu macho mesmooooo? Hãããã?? Diz que sim, meu machoooo…”. Fora que “meu macho” é hilário. Sem contar a constrangedora “quem é a sua putinhaaaa?”. Foi mal, mas essa eu passo, gata.

Quando há a “direção de cena”, o espetáculo tende a não funcionar a contento, especialmente porque não há público, como o diretor sugere. “Isso, agora me pega de jeitooo… Não, assim não, fica assim que eu quero olhar nos seus olhos agoraaaaaa… Deixa eu cavalgar em você, meu machoooo… Assim, vaiiii…”. Ou, “não, não põe nenhuma músicaaaaa, eu quero ouvir você aqui, bem perto….”.

Nesse caso, sugiro haver um roteiro prévio e bem ensaiado, porque improvisações ou cacos podem levar o ator principal da cena a deixar o palco.

E, em todos os casos, sugiro um shut up and fuck.

20/12/2005

VIOLÊNCIA

Outro dia um amigo que mora em Londres expressou algum temor em fazer compras pela internet no Brasil. “É segura a internet no Brasil”, perguntou?

Olha, existe a violência, essa entidade macabra que paira sobre as grandes cidades brasileiras e que tem desenvolvido certo apreço também pelos caipiras, para horror de todos. Ninguém está a salvo, as grades estão cada vez mais altas, as pessoas cada vez mais em pânico ao sair de casa, as câmeras de vídeo estão por toda a parte para, com imagens, combater a violência, sempre ela.

E ela está também na internet do Brasil, informei ao meu amigo.

Quantas e quantas vezes encontrei uma ou mais pessoas mal-encaradas em atidude suspeita já na home de uma loja? Nenhum guarda! Sempre vou pro site da Disney dar um tempo antes de voltar à loja.

As mulheres que entram desacompanhadas nesses sites geralmente são alvo de seqüestros-relâmpago no pop-up! Quando menos esperam, ploft, a coisa explode na tela e sai um encapuzado a levar a pobre para um domínio à venda, e lá só deus sabe o que vai ser feito delas.

Na hora de encher o carrinho, então, é a hora em que mais acontecem assaltos. Os incautos que costumam encher o carrinho, numa evidente atitude ostentatória, costumam ser rendidos logo depois de fornecer o número de cartão de crédito. E aí, babau para as embalagens de presente, pros livros relacionados que eventualmente ele iria comprar, pras sugestões da loja, geralmente muito solícitas a informar certeiramente o que o cliente deve gostar.

Aos indecisos, um aviso: jamais devolva o produto que estava no carrinho. Antes de colocá-lo no carrinho, pense, reflita se é aquilo mesmo que você quer, porque, quando você resolve que não quer mais aquilo, vem uma gangue, em Flash, e captura você e sua família, através dos dados da sua máquina, e leva para uma favela onde deixa todos num cativeiro em php, a pão e água, e obrigam você e sua família (você a sua família toda!) a entrar na comunidade Eu Adoro a Internet no Brasil do orkut.

É a violência, cara. Muita violência nesse mundo.

15/12/2005

CARNAVAL

Como o Joãosinho Trinta não fez um enredo sobre Nárnia? “As Crônicas de Nárnia – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa no Reino de Oxossi”.

No carro abre-alas, vem a Tilda Swinton (como filha de bicheiro) com os ursos polares, cujas cabeças são movimentadas por um sofisticado sistema hidráulico, que puxam a carruagem dela.

– A Viradouro este ano traz todo o frio de CS Lewis pra Sapucaí, não é Lecy?
– Pos é, Cleber, é realmente lindo, lindo, lindo esse trabalho de um ano inteiro da comunidade que se uniu e fez um trabalho muito digno em torno desse escritor fantástico. Vamo aí, vamo cantar junto com a letra do samba na telinha