Foi uma dose cavalar de hedonismo os últimos sete dias e 16 shows. Não era o planejado há oito dias, por exemplo. Confio cegamente na providência e tenho me afeiçoado cada vez mais ao imprevisto. E os imprevistos que aconteceram (imprevistos não são maus em si, apenas não foram previstos) com a providencial ajuda da providência tornaram tudo mais especial (especial não é bom em si, apenas não é comum). Apesar de eu ter me esforçado em contrário, não vou me esquecer desses eventos e seus milhares de desdobramentos e surpresas, tudo com uma belíssima trilha sonora executada ao vivo _a melhor experiência musical é a “live”.

De Jamie Lidell logo após a ponte, que, ela própria, já havia causado em pleno ar e antes disso, a Stereo Total com um “Amour a Trois” com o amigo no palco, passou-se um período em que parecia que eu não estava nele, não nesse tempo; havia saído, saído de onde eu sempre quero sair. E como é bom sair. Melhor se o destino não for específico e mudar conforme os ventos. Ainda que não se trate da fuga pela fuga, o que seria pífio, essa saída do terreno mundano e habitual só é proveitosa, como foi, se houver o retorno. É importante esse tipo de deslocamento dimensional.

No oitavo dia, acabei de entrar no Clube dos Hedonistas Fatigados, como Oscar Wilde. Satisfeito.

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