É de certa forma legal sentir as moléculas do seu corpo se transmutarem por motivos alheios à sua vontade. É uma sensação física em que seu corpo se prepara ou se adapta a uma situação estranha e inédita.

Não há razão para explicação. O fato existe, acontece, está ocorrendo, ali, aqui, lá dentro, onde nunca nada esteve. E as reações são tão surpreendentes quanto esperadas. E, ao mesmo tempo, tudo o que está acontecendo tem de terminar o mais rápido possível.

Você acredita nisso não só porque acha que é o rumo que as coisas devem tomar como porque você simplesmente não sabe como será se isso não terminar logo.

Angústia. Impotência não, porque há o que fazer, há ações que devem ser tomadas -por você e por quem está próximo. E é você quem tem de fazê-las.

Enquanto isso toma o seu tempo de alguma forma -do modo que é possível-, a situação permanece. Pior: ela oscila, independente dos seus atos. A mudança brusca de direção do agora, do que é péssimo para o que é ótimo, é desconcertante. Quebra-lhe as pernas como uma tortura num pau-de-arara.

E aquilo que você queria que acabasse, aquela boca aberta que sugava tudo em você, termina, se fecha. Ainda há expectativas de retorno, sempre há, principalmente depois do que houve. Mas esses sete elefantes que saíram do seu ombro não voltarão mais.

Porque não há situação para eles ficarem.

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