LIKE A VIRGIN

Imagine que você venda livros. As vendas dos livros estão caindo, e você responsabiliza as máquinas Xerox por isso. Para você, o único motivo de os livros não serem vendidos como eram antes é apenas as máquinas Xerox.

Convencido disso, você começa a comercializar livros que não podem ser reproduzidos na Xerox. Quando isso acontece, a página a ser reproduzida é impressa toda em preto. Não dá pra ler nada.

Que gênio que eu sou, pensa você. Vou acabar com o único motivo de queda das vendas dos livros. Só tem um probleminha: esses livros que não podem ser reproduzidos na Xerox também não podem ser abertos. O leitor compra o livro e só consegue ler a capa.

Mas você, inteligentíssimo que é, não só insiste na idéia como faz propaganda a favor desse livro que não pode ser aberto. “O nosso livro é um produto legítimo, é à prova de cópias, é ótimo, é super-avançado.” Mas você não avisa a ninguém que esse livro não pode ser aberto, claro.

É exatamente isso que a Virgin faz com os seus discos “copy-protected”, que simplesmente não rodam em computadores. Ou travam a sua máquina.

Não é um espetáculo? Você não copia nem ouve o disco. Afinal, copiar o disco é danoso para o dono do negócio, já ouvir… ah, que se dane o comprador.

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