Archive for maio \31\UTC 2003

31/05/2003

Peter Gabriel que está a cara do Paulo Coelho.

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31/05/2003

Berta Loran e Eva Todor são homens.

30/05/2003

EGO WAR

40 minutos de Audio Bullys ao vivo em Amsterdam.

30/05/2003

PUTARIA

Por que times de futebol contratam prostitutas para “promover” suas equipes? Isso inclui passar a noite na concentração para “promover” os jogadores?

Sério, ou isso tudo é uma várzea nunca dantes vista ou a diretoria do Corinthinas criou a Diretoria do Proxenetismo e está tudo bem.

Nem dá pra achar essas propagandas de cerveja tão deslocadas assim.

30/05/2003

ZION

Morpheus deve ser o herói gordinho mais ágil da história.

Ou o herói ágil mais gordinho da história…

30/05/2003

HERBERT NADA VIANNA

Matthew Herbert é o sujeito típico com todas as qualidades para ser um mala completo. Anticapitalista e politicamente ativo, fez o disco Mechanics of Destruction sob o nome de Radioboy, em que criticava, de modo bem peculiar, a mídia, os conglomerados multinacionais e outros alvos do Fórum de Porto Alegre; é autor de uma espécie de Dogma musical, o manifesto PCCOM (Personal Contract for the Composition of Music), que, entre outros itens, inclui a proibição de sampling, de drum machines etc.; e agora tem uma big band de jazz anos 40, cujo álbum Goodbye Swingtime acaba de sair.

Apesar (ou por causa) disso tudo, é um dos nomes eletrônicos mais criativos e originais que existe.

Comece por Around the House, disco de 98, depois vá para Bodily Functions, de 2001, cujo nome faz jus a maneiras de composição de algumas músicas (tipo Matmos _com resultado menos experimental e com a colaboração da dupla “cirúrgica”), e deleite-se com Secondhand Sounds, de 2002, álbum disco de remixes, alguns maravilhosos, para usar o termo exato.

30/05/2003

TUDO A VER

Os veículos que transportam produtos perecíveis e profissionais de imprensa são liberados do rodízio de carros em SP. Revelador, não?

30/05/2003

SEARCH & DESTROY

O mundo é dividido entre pessoas que digitam a palavra certa no Google e as que não sabem fazer isso.

26/05/2003



Two Lone Swordsmen



Blur

Disco com escafandro na capa: nesse eu confio.

23/05/2003

TÁ FODA

Macy Gray e o seu The Trouble of Being Myself com a Anabelle the Sheep pulando no Real One. Tudo incrível!

E ninguém entendeu nada.

22/05/2003

NINE INCH NAILS

Cinema experimental é aquele que reúne Freddy Kruegger, Wolverine, Edward Mãos de Tesoura e Zé do Caixão em cenas de sexo explícito, sujo e dyonysíaco. E se chama A Garra (tipo nome de filme iraniano: artigo definido + substantivo).

O resto é blockbuster.

20/05/2003

HAIR

Claro que nenhum dos três ou quatro deputados do PT que aparecem rigorosamente *todos* os dias nos jornais não têm nada de radicais. Em comum eles têm a intransigência e a beleza exuberantes. Tome-se aquele moço de porte atlético, deputado pelo Pará, o sr. Babá.

Os ternos de linho branco, como lhe caem bem. Os cabelos longos e macios também são de causar inveja à qualquer atriz racista, como a Carolina Ferraz. E o bigode? Ah, o bigode, esse amontoado de pêlos sobre a boca, sinal de masculinidade no Iraque _e no Congresso_ já seduziu milhares de eleitoras no seu Estado natal. Babá é o que as revistas femininas buscam a cada edição: o homem do novo milênio _ou o novo homem do milênio, escolha.

Um homem vibrante e decidido, que está, sim, sob os holofotes da nação, mas que não descuida do visual e faz o tipo rapaz sensível, tão almejado nos episódios de Sex and the City. Babá quase perfeito.

Do lado feminino há a angelical sra. Heloísa Helena e o seu indefectível cabelo preso a um rabo de cavalo. A determinação da deputada é inversamente proporcional à sua preocupação com as tendências fashion, sejam as de Paris, sejam as de Milão. Camisa branca e calça jeans é o seu uniforme cotidiano por opção. Look básico, diria a Caras. Moça simples de Alagoas, HH causou comoção ao comparecer com um vestido vermelho-sangue à posse de Lula. Os deputados se ouriçaram; as deputadas, principalmente Esther Grossi, a camaleoa do Legislativo, fizeram tudo para desmerecê-la.

Os óculos da sra. HH suscitam as mais diversas fantasias entre o eleitorado masculino, louco por uma professorinha primária. Mas a sra. HH não se submete a esse tipo de machismo. Mulher forte e agreste, simboliza como poucas a nova mulher dos 2000: austera, firme, mas com uma nobre delicadeza d’alma por trás de todo esse invólucro. Um mandacaru que venceu nas urnas.

A alegria que viceja provoca incômodos em seus colegas. Os jornalistas entram em colapso editorial para defini-la e optam pelo caminho mais raso: classificam-na de radical, como se ela andasse com explosivos na pochete prontos para explodir sob a menor contrariedade. Entendo a dificuldade da mídia em traduzir em palavras uma mulher que não se preocupa com botox e compreendo perfeitamente a dificuldade dos leitores em assimilar uma mulher que aparece sempre e nunca deixa o telefone de contato.

O sr. Babá e a sra. HH são dois exemplos capitais da complexidade do homem moderno do começo deste milênio. Porque são belos em suas essências mais profundas, cultivam a autenticidade com o mesmo fervor com que Michael Jackson gosta de crianças, exibem elegância sem espalhafato e, acima de tudo, têm uma dimensão cósmica da importância dos cabelos no mundo da política.

19/05/2003

BACK 2 BASICS

Talvez, quem sabe, crie outro blog em que volte a fazer o que fazia antes: escrever qualquer coisa sem que ninguém saiba quem é o autor.

Muito mais divertido.

19/05/2003

Well, well…

16/05/2003

DECEPÇÃO TOTAL

Matrix Reloaded é uma boshta:

– Tem cenas de amor, trepada inclusa. Neo beija Trinity várias vezes. E voa _igual ao Super-Homem (?)_ para salvá-la da morte. Eca. Estava esperando por coolness e o que encontro? Patacoada.

– A trilha é igualmente um lixo. Juno Reactor e Rob Zombie podiam fazer algum sentido em 1999. Em 2003 são apenas velhos e deslocados. Inadequadíssimo para um filme de ficção.

– Muita referência a Star Wars, com conselheiro, comandante, naves. Quem precisa disso?

– Morpheus está ridículo como profetinha.

– E haja portas. O filme deveria se chamar Matrix – The Doors.

– Quantas vezes o agente Smith diz Hello, Mr. Anderson? Puta saco.

– E haja escolhas e destinos. Dá vontade de gritar na poltrona: abre aquela porra agora e não enche o saco.

– O melhor: Monica Bellucci.

– O pior: os óculos são os mesmos!

– Foi-se o tempo em que Neo traduzia o zeitgeist.

14/05/2003

TU CONNAIS COLETTE

O novo disco consiste em:

CD 1

1.Electronicat “Till I die”

2.Fat Truckers ” anorexic robot”

3.Radio 4 “dance to the underground”

4.Playgroup “make it happen” (zongamin remix)

5.Le Tigre “deceptacon” (DFA remix)

6.The Tards “high fire hell”

7.The Soft Pink Truth “promofunk”

8.Gold Chains “the game” (clubmix)

9.Colorsound “fly with me”(midnight mike remix)

10.Quarks “I walk” (superpitcher shaffel mix)

11.Chicks on Speed feat Peaches ” guitar anthem”

12.White Sport “she’s groovy”

13.The Human League “reach ou (I’ll be there) instrumental

14.Polyrock “your dragging feet”

+ bonus track

CD 2 selected and mixed by the DFA

Futurisk “push me pull you”

MU “Chairgirl”

Cabaret Voltaire “seconds too late”

*Green Velvet “la la land” (Francois kevorkian remix)

Minimal Compact “static dancing”

Pauline Murray and the Invisible Girls “animal crazy”

Naum Gabo “red cones”

The Juan MacLean “give me every little thing”

Leroy Hanghoffer “bathroom boogie”

The Rapture “I need your love”

Midnight Mike “I am the only person I can not fight”

Casiotone for the Painfully Alone “baby it’s you”

*Você já jantou no George, ali no topo do Beaubourg, enquanto ouvia esse remix?

Pois então.

14/05/2003

LIKE A VIRGIN

Imagine que você venda livros. As vendas dos livros estão caindo, e você responsabiliza as máquinas Xerox por isso. Para você, o único motivo de os livros não serem vendidos como eram antes é apenas as máquinas Xerox.

Convencido disso, você começa a comercializar livros que não podem ser reproduzidos na Xerox. Quando isso acontece, a página a ser reproduzida é impressa toda em preto. Não dá pra ler nada.

Que gênio que eu sou, pensa você. Vou acabar com o único motivo de queda das vendas dos livros. Só tem um probleminha: esses livros que não podem ser reproduzidos na Xerox também não podem ser abertos. O leitor compra o livro e só consegue ler a capa.

Mas você, inteligentíssimo que é, não só insiste na idéia como faz propaganda a favor desse livro que não pode ser aberto. “O nosso livro é um produto legítimo, é à prova de cópias, é ótimo, é super-avançado.” Mas você não avisa a ninguém que esse livro não pode ser aberto, claro.

É exatamente isso que a Virgin faz com os seus discos “copy-protected”, que simplesmente não rodam em computadores. Ou travam a sua máquina.

Não é um espetáculo? Você não copia nem ouve o disco. Afinal, copiar o disco é danoso para o dono do negócio, já ouvir… ah, que se dane o comprador.

12/05/2003

ESPADA



Uma Thurman will Kill Bill

12/05/2003

mOBSCENE



Marilyn Manson

12/05/2003

RECONSID

Até que American Life não é tão ruim.

Hehe.

11/05/2003

Quanto mede uma meia-altura?

11/05/2003

BULLET TIME

“The Matrix” changed not only the way we look at movies, but movies themselves. “The Matrix” cut us loose from the laws of physics in ways that no live-action film had ever done, exploding our ideas of time and space on screen.

11/05/2003

SEXTA

The Rapture, Missy Elliott, Yello, Headman, NERD, Jungle Brothers.

E a camiseta do Moodymann?

09/05/2003

A MÁFIA

Num falei que aqueles cineastas são uma corja?

09/05/2003

DICAS PARA ESCREVER BEM

1. Vc. deve evitar abrev., etc.

2. Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, segundo deve ser do conhecimento inexorável dos copidesques. Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico.

3. Anule aliterações altamente abusivas.

4. “não esqueça das maiúsculas”, como já dizia dona loreta, minha professora lá no colégio alexandre de gusmão, no ipiranga.

5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.

6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.

8. Chute o balde no emprego de gírias, mesmo que sejam maneiras, tá ligado?

9. Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa merda.

10. Nunca generalize: generalizar, em todas as situações, sempre é um erro.

11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.

12. Não abuse das citações. Como costuma dizer meu amigo: “Quem cita os outros não tem idéias próprias”.

13. Frases incompletas podem causar

14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Em outras palavras, não fique repetindo a mesma idéia.

15. Seja mais ou menos específico.

16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!

17. Voz passiva deve ser evitada.

18. Use a pontuação corretamente o ponto e a vírgula especialmente será que ninguém sabe mais usar o sinal de interrogação.

19. Quem precisa de perguntas retóricas?

20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.

21. Exagerar é cem bilhões de vezes pior do que a moderação.

22. Evite mesóclises. Repita comigo: “mesóclises: evitá-las-ei!”

23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

24. Não abuse das exclamações! Nunca! Seu texto fica horrível!

25. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da idéia contida nelas, e, concomitantemente, por conterem mais de uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçando, desta forma, o pobre leitor a separá-la em seus componentes diversos, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língua portuguêza.

27. Seja incisivo e coerente, ou não.

09/05/2003

TOTAL STEREO TOTAL

Fazia muito tempo que não via um show tãããããão divertido como o que o Stereo Total fez ontem em SP. Sensacional. Acho que vai ser difícil ver outra apresentação com covers de Comme d’Habitude (versão à Sex Pistols de My Way em francês), Joe Le Taxi (sobre a versão de Hanayo; e o público cantava Angélica. Perfeito) e de Iron Maiden (versão incrível da música da banda homônima) numa mesma noite.

Aliás, o público de ontem estava bastante, ahn, participativo. O que foi ótimo, porque não estava inconveniente, como sempre acontece em shows indies. Em nenhum outro show da turnê brasileira da dupla ninguém havia subido no palco. Primeiro foi um cara que, sozinho, beijou o professor Pardal/luthier Brezel Goring e depois tentou fazer o mesmo em Françoise Cactus, visivelmente espantada. Depois foi uma multidão que subiu no palco e dançou muito com a dupla numa música durante um dos três ou quatro bis.

Esse é o tipo de show que gringos custamam chamar de wild.

09/05/2003

A COR DO SOM

Por que todo VJ que se apresentou recentemente na cidade é engajado, anticapitalista e faz crítica social?

Tipo zzzzzzzzzzzzz….

Até hoje não consigo ver as imagens geradas por VJ como além de um papel de parede em movimento _em *muito* movimento, invariavelmente. (Com os VJs, a linguagem “videoclípica” ficou lentíssima). Ainda não vi um VJ que encontrasse um ponto ótimo entre conteúdo e atração visual. Geralmente não se consegue nem uma coisa nem outra. O VJ se comporta como uma espécie de “plus a mais” do evento, o que importa mesmo é a música. De modo que esses temas universitário/terceiro setor das imagens de VJs são a maneira (discutível) para chamar a atenção, para se sobrepôr à música de certa forma. Talvez seja uma característica de algo que é novo e, portanto, ainda precisa ser digerido.

Ainda acho duvidoso assistir a imagens geradas por alguém que não tem nada a ver com quem está tocando. Geralmente o VJ funciona de maneira independente da banda ou DJ que se apresenta com ele; as imagens são “influenciadas” pela música. Mas é inegável que as imagens são uma grande interferência no show. O VJ funciona como uma espécie de cenógrafo, e o cenário importa bastante numa apresentação ao vivo. E a banda ou o DJ não faz idéia do que se passa atrás dele; a música não acompanha as imagens, e sim o contrário.

Por isso, quando as imagens são casadas com a música, quando elas são pensadas para acontecerem juntas, tudo ganha mais sentido, ainda que o conteúdo seja, digamos, contundente. Tome-se o exemplo dos Chemical Brothers, Orbital e Underworld, três “eletrônicos de arena”, e até mesmo Kraftwerk, que conjugam imagem e música, de modo a potencializar ambas e cada uma separadamente.

Mas é legal que haja VJs. São Paulinho começa a ter presenças mais constantes nesse sentido, algo já usualíssimo na Europa. Só um exemplo: o clube Lux, de Lisboa, anuncia as suas atrações em duas programações: a de DJ e a de VJ, coisa normal.

Taí, consegui falar alguma coisa sobre VJs, hehe. (This is an inside joke).

08/05/2003

FOR EXPORT

E a última newsletter do Sónar informa que o grupo On/Off “revolucionou a cena da Groenlândia”. Hahaha, muito bom.

Parece até coisa de jornalista brasileiro.

08/05/2003

JORDAN

Sabe o novo grito de guerra do Chicago Bulls?

Ita, ita ita! É Illinois na fita! Hahahaha

08/05/2003

NÓS AMAMOS MÚSICA



Com essa capa à Ursinhos Carinhosos, você não diz que se trata de um grupo alemão.

Pois International Pony é forte concorrente ao Zeit-disco do mês com We Love Music. Um mistura classuda de hip hop selecionado, molho soul, salada eletrônica e humor como acompanhamento. Pode ser servido como entrada, prato principal ou sobremesa. Nham.