FÉ DEMAIS

Além de ter de acreditar no “louvor de cristo”, na “pregação na Galiléia” (acho que rolava uma pegação, isso sim) e pontuar as frases com “amém”, os crentes precisam ter uma característica fundamental para garantir um lugar no paraíso: o mau gosto para roupas.

Puta que o pariu, vão se vestir mal assim na Judéia! Tudo bem que haja regras rígidas quanto ao comprimento das saias, mas existe algum capítulo na Bíblia que diz que elas devem ser roxas e de organza? Algum apóstolo recomendou o uso de tailleurs da 25 de Março? Ninguém nunca ouviu falar em longos? Ninguém nunca assistiu a uma cerimônia do Oscar?? Falem com o Armani, com o Tom Ford, com o Lagerfeld (talvez Galliano seja um pouco demais pros crentes) e vejam se é possível ter elegância e ser puritana ao mesmo tempo.

Puritanismo não tem nada a ver com breguice; antes pelo contrário, devem ser mantidas bem distantes um do outro para o bem da humanidade. Abre o olho, capeta: cafonice não leva ninguém ao céu! As lojas Colombo têm convênio com o inferno!

Mas, além disso, o mundo da moda fashion evangélica implica intervenções (ou a ausência total delas) no cabelo. As coitadas das mulheres não podem cortar o cabelo, por motivos que eles julgam importantes. OK, não discuto os motivos, contesto os resultados. Porra, aparem as pontas, dêem um trato, façam uma hidratação, cuidem desse tal manto! E, por favor, apaguem a imagem de Rosinha Chapinha Garotinho. Ela não é referência para absolutamente nada.

Os cabelos dos homens crentes também é um problema grave. Desconfio que essas igrejas mantenham uma rede de franquia de cabeleireiros crent-friendly que faz só esse tipo de corte em todo o país e onde mais houver uma igreja Universal. Eu não sei de onde eles tirarm esse modelo, mas deve ter sido de algum escriturário de cartório da Baixada Fluminense. É o corte ideal para enfrentar 56 horas de ônibus lotado por dia. Capacete de cristo.

E já que estou falando de etiqueta crente, aqui vai uma sugestão para os gerentes das igrejas. Está na hora de os senhores modernizarem a tal sacolinha, não é mesmo? É muito grosseiro aceitar só dinheiro. Hoje em dia não existe um estabelecimento comercial (exceto alguns em Brasília) que não aceitem cartões de crédito. Os clientes-crentes _os famosos crientes_ possuem cartões de crédito, muitos internacionais, e gostariam que essa modalidade fosse incluída nas opções de pagamento nos cultos. Cartões de débito também seriam uma excelente alternativa, e não haveria mais a necessidade de olharmos aqueles macacos carregando sacolas de dinheiro pelos estádios. Pensem nisso, senhores gerentes. Existem maquininhas modernas, sem fio, ideais para cultos, onde o cobrador pode passear livremente passando o cartão dos crientes. Amém?

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