MARKETING DE GUERRA

Alguém tem de avisar a esses artistas, cantores e bandas “pela paz” em geral que a guerra não começou. Está havendo um grande erro de timming mercadológico: há uma antecipação enorme de algo que não existe; como dizem os jornalistas de música em relação a álbuns vindouros, é a “much anticipated war”.

Guerra não é como disco nem filme, que podem ser promovidos por meio de pré-estréias e vazamentos calculados na Internet antes do lançamento oficial. Com a guerra não é possível capitalizar antes que ela aconteça.

O artista só deve ser contra uma guerra quando ela existir, quando o perigo for real, quando os prejuízos e mortes estiverem acontecendo de fato. E os seus assessores devem ficar atentos a isso, para que o artista tenha uma “boa mídia”, para que as suas declarações tenham destaque e não fiquem ao lado das de um Dave Matthews, o que é péssimo _nesse caso, é melhor até ser a favor da guerra, a repercussão é mais vantajosa.

Tudo ficará bem se a guerra não acontecer; os protestos e manifestações artísticas anti-guerra farão sentido no futuro. Mas e se acontecer? O que o showbiz pode oferecer durante a guerra sem se repetir com o mesmo discurso “no war”? Uma coisa é pedir para que a guerra acabe, outra é pedir para que ela não comece _e isso só está acontecendo em escala mundial pela primeira vez agora.

Estará a indústria do pop preparada para se promover com uma guerra nessas circunstâncias?

É.. Precisa pensar em tudo hoje em dia…

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