MERCADO DE DISCOS

Se no Brasil o disco mais vendido de 2002 foi Rouge (1 milhão de cópias, segundo a própria gravadora; número pouquíssimo confiável), nos US foi The Eminem Show, com quase 8 milhões de cópias (número da Nielsen Soundscan, empresa que registra os discos vendidos ao consumidor na hora da compra; número muito mais confiável, por supuesto).

Mas no Brasil, apesar de uma gazeta paulistana ter afirmado hoje que o mercado de 2002 foi “triste”, o número de discos vendidos este ano foi 8,3% maior do que o de 2001 (de janeiro a setembro, calma lá). Ou seja, a indústria menos profissional e mais bagaceira do Brasil faturou mais este ano, apesar da “pirataria”. Em reais, é um faturamento de quase meio bilhão. E ainda falta o chamado “último quarto” do ano, período responsável por 30% da venda anual dos discos por aqui. Em 2001, foram vendidos 78,2 milhões de CDs, o que resultou num faturamento de R$ 998 milhões.

(Em 2001 os discos mais vendidos foram, nesta ordem, Roberto Carlos Acústico, Xuxa Só para Baixinhos 2 e Acústico ao Vivo (?!?), dos capiaus Bruno e Marrone.)

Nos Isteites, números de janeiro a novembro deste ano indicam queda de 9% em relação a 2001. 2002, aliás, foi, segundo The New York Times, o ano em que a música pop perdeu a popularidade: rap e country são os gêneros mais vendidos nos EUA _gêneros típicos do país, diga-se. Depois do álbum de Eminem _que este ano também foi ao cinema, detalhe importante quando se fala em vendas_, o disco mais vendido é das Dixie Chicks (uns 7,7 milhões de cópias de um disco lançado em novembro), um grupo de moças neo-caipiras de quem nunca ninguém aqui no Brasil ouviu falar (sinceramente, nem precisa mesmo). Assim como não ouviu o terceiro colocado, o rapper Nelly com seu Nellyville, que vendeu uns 4,8 milhões de cópias.

O fato é que, enquanto as vendas (parece que) crescem no Brasil, nos EUA, há queda. E os discos mais vendidos nos dois países simplesmente são completamente diferentes; boysband e bitch pop não fazem o mesmo sucesso de antes nos EUA, mas ainda fazem aqui. E não me venha com esse papo de que o Brasil privilegia a cultura nacional… É falta de sintonia com que acontece no resto do mundo mesmo.

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