ALTO-FALANTE

Pode parar de enviar emails, cartas, telegramas, cartões postais e fazer passeata na frente do meu prédio. O tão aguardado dia chegou.

O que estou ouvindo e gostando de ouvir:

  • A Hundred Days Off, Underworld – Já se pode chamar o ex-trio e atual dupla de clássico eletrônico. Karl Hyde e Rick Smith voltam a fazer disco sem o DJ Darren Emerson, o que não acontecia desde Dubnobasswithmyheadman, de 93. Como todo clássico, o Underworld mantém a sua sonoridade característica _argumento que só é favorável se você gostar do grupo, claro. Two Months Off, o primeiro single cujo vídeo você pode ver mais abaixo, é um longa-metragem de mais de nove minutos que atualiza a euforia de Born Slippy para os anos 00. Rock and rock and rock and rooollll! Dinosaur Adventure 3D possui todos os códigos do DNA underworldiano, com batidas de Moaner e alma de Juanita. Twist e Sola Sistim são elegância pura, frias e negras. O foda é ler aquela porra do encarte.
  • DJ-Kicks, Playgroup – Belezura de disco, já falei. Se eu disser que aquilo é anos 80, você vai achar ruim? Tá bom, então não digo. Só ressalto que é um disco com a consistência de uma lava lamp: disforme, suave e funky. Os segundos inciais da cover de Tainted Love, do Soft Cell, feita por Impedance e remixada por Trevor Jackson, possuem algo relacionado às batidas do coração, baixo profundo e bem marcado, que me satsifazem mais do que deveria.
  • Dirty Dancing, Swayzak – Êê, Swayzak, hein? Popizou-se no terciero álbum. Himawari (2000) continua sendo a obra-prima dessa dupla que tem o nome em homenagem ao Patrick Swayze. O tradicional (?) tekno minimalista e crocante ganha a companhia da voz suave de Clair Dietrich (que nome bom, não?) em duas músicas. Adult está em I Dance Alone, que obviamente flerta (hahaha) com o electro e cujo clipe é uma versão do de Ray of Light, de Madonna, mais trash e com peitinhos. Enfim, bom disco para momentos dark.
  • Mind Elevation, Nightmares on Wax – Taí, esse é um dos seis discos de hip hop que merecem o meu crédito este ano. Os outros são os álbuns de TTC, Blackalicious, N.E.R.D., Antipop Consortium e DJ Shadow. Felizmente não é a Universal que lança esse disco no Brasil, caso contrário haveria um adesivo bem baiano escrito LOUNGE em letras laranjas na capa… É hip hop suave e o mais pop que George Evelyn já fez. É menas chapaçã e mais deleite soul, dubby e r&b, como em Know My Name e a pulsante Environment, ambas com Chyna B nos vocais. E o marlegal é que o disco que tenho em mãos é uma versão limitada em 500 unidades, acompanhada de um disco extra bacana remixado pelo moço. Grandes merdas, mas precisava falar isso, hehe.
  • World Service, Dave Clarke – Álbum de 2001 (os demais são recentes) com dois discos: um tekno e outro, er, electro. OK, a aquisição foi orientada pelo disco electro, já que Electro Boogie (98) é ótimo. E, sim, o CD 2 mexe as cadeiras fácil. Mas o de tekno é igualmente bom, além de poderoso. Digo isso depois de ter ficado traumatizado com o Fuse Presents Dave Clarke (99), a maior porrada tekno que ouvira até então. Só uma ressalva: o cara bem que podia fazer algo mais legal no remix de Idioteque, do Radiohead.
  • Mixed Emotions: Montreal Mix Sessions, Vol. 5, Tiga – Outro álbum de 2001, com dois discos, um tekno e outro electro. Dã. Mas o “prodígio” da International Deejay Gigolo, que usa óculos escuros à noite, apenas satisfaz. Os mixes são ok, mas as versões já não são tão frescas assim (mas já?), além de as músicas serem um poco claustrofóbicas demais. E, além de tudo, ele está bem mulherzinha nesse disco, hehe.
  • Attention, Gus Gus – O segundo nome musical mais popular da região de Reykjavik se adaptou aos tempos mais globalizados e realizou um downsizing: de nove integrantes, ficaram apenas quatro. Ou seja, ficaram mais precisos. Não foi o que pensei quando vi o nome Moonshine no disco. Mas foi só um susto, o selo baiano de tekno apenas distribui o disco nos EUA. Voltando: estão mais precisos e mais afiados. Menos etéreos e mais voltados para o dancefloor.Desire é Orbital puro, uma semi-vergonha. Mas é um bom disco, desses que correm o risco de se tornar mais agradáveis com o passar das audições. Deve ser por isso que o disco tem esse nome…
  • Scorpio Rising, Death in Vegas – Como não aguento mais escrever, digo que é psicodélico até a última lasca do ácido. Aliás, tão lisérgico quanto rocker. E muitas participações estelares, tipo o chato Liam Gallagher, Dot Allison, Hope Sandoval (essa só colabora, né, fia?) e o tio Paul Weller. Hands Around My Throat é cool prakarai, e o disco vem com seção multimídia que inclui dois remixes de Natja , o clipe de Hands, wallpaper e um joguinho besta. Por falar em besta, www.continorooms.com é o site oficial mais baiano que já vi. Mas o disco é legal, diferente do primeiro (Dead Elvis, 97), mais parecido com o segundo (Contino Sessions, 99) e o encarte traz aquelas crianças gêmeas que fumam charuto, raspam a cabeça e posam com metralhadoras, líderes de uma facção criminonsa da Tailândia, tá ligado? Como disse, bem psicodélico.
  • Ce ça.

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