PIQUE-ESCONDE

A primeira faixa escondida que ouvi _ou a primeira que chamou a atenção_ estava em Broken, do Nine Inch Nails. Não me lembro de outro EP que tenha faixa escondida. No final da última música o disco não acabou. As faixas mudavam no primeiro segundo, achava que aquele disco do demônio (industrial é meio satãzinho, né?) tinha enfeitiçado o cd player. E isso não acabava nunca, esperei. Na faixa 98 surgiu uma música que não se revela assim tão fácil, distorção, microfonia, sons de defeito _eles são o glitch rock, hehe. Estava decidido a mandar a conta do aparelho de som pro sr. Trent Reznor. Mas na faixa 99 também tinha outra música. (que ridículo. Um disco de seis músicas tem duas escondidas. Tipo os caras escondem 25% do que fazem. Mas eu adorei quando rolou isso) Mostrei para amigos que gostavam de Men at Work que mandaram um “você tá ouvindo uns troços bem esquisitos”, porque muita coisa ainda podia parecer esquisita para quem tinha uns 20 anos.

Resultado, as músicas preferidas são Happiness in Slavery e a faixa 99, “suck, suck”. Nunca mais vi discos que vão até o limite do visor do aparelho _isso é algum tipo de atitude?_, o que gostei bastante; só realizei esse limite quando alguém me mostrou isso. Aliás, hoje vejo o contrário, discos com uma faixa só, o que não significa abolutamente nada.

Pára pra pensar (adoro isso, como se pensar andando fosse diferente, hahaha) e saca só quanta loucura.

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