Archive for setembro \30\UTC 2002

30/09/2002

SE LIGA

Preconceito é muito foda. Mal acabo de revelar as minhas tarefas islâmicas, e já tem gente achando que eu sou um projeto de terrorista. Em que mundo você vive, darlin’?

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30/09/2002

DEVER DE CASA

Tenho que ser craque nos cinco pilares do islã até o final do ano:

  • Acreditar em Deus – Putz, tá foda, mas tenho esperança
  • Rezar cinco vezes por dia – Moleza, já dá pra rezar umas três
  • Fazer uma peregrinação a Meca – Quando o bonitão do Abraão inventou isso, o dólar não tava quase R$ 4, né?
  • Jejuar durante o Ramadã – Ótimo, 30 dias sem comer quando houver luz do sol. É uma dieta das arábias! Só preciso saber quando é, hehe
  • Fazer caridade – Bom, ainda estou tentando definir “caridade” depois da esbórnia de sábado
  • 30/09/2002

    BAGDÁ

    Cara, coça muito virar muçulmano. Esse papo de barba é foda. Mas vamos lá, não vou desistir. Também tou pensando em virar fundamentalista, que é mais rock and roll… Mas isso é mais pra frente. Antes tenho que cair de boca no Corão.

    30/09/2002

    MAGIA

    Fans snap up Potter II tickets.

    Não só a CNN, mas pelo menos outros 42 veículos de língua inglesa ajudam a fazer o “burburinho” uníssono sobre o segundo filme de Harry Potter. Muito bom, a Warner diz que vai vender os ingressos a mais de dois meses da estréia, e todo mundo aceita tranquilamente que isso significa histeria do público fanático. Quer saber quantos ingressos foram venidos? Ah, sobre esse detalhe não há palavra.

    O mais genial é que esse marketing especulativo (ou mentira, se preferir) funciona que é uma beleza.

    30/09/2002

    TFP

    É foda. O cara é holandês e se chama Junkie XL. Menos nos States, onde não dá pra pôr um Junkie para remixar uma das músicas mais vendidas do país. Ele tinha que ser JXL.

    29/09/2002

    DELIVERY STATUS NOTIFICATION

    So then I dropped it in the mailbox

    And sent it special D.

    But in early next morning

    it came right back to me.

    She wrote upon it:

    Return to sender, address unknown.

    No such number, no such zone.


    Elvis Presley

    29/09/2002

    My brain has left the building.

    29/09/2002

    DE PRIMEIRA

    O que terceira via, terceiro setor, terceiro olho, terceiro sexo e cheque de terceiros têm em comum?

    Todas têm segundas intenções.

    27/09/2002

    NOJO

    Gostaria de não ver/ouvir nada relacionado a Paralamas do Sucesso, Herbert Vianna e sua “recuperação milagrosa” ou qualquer bosta ubíqua sobre esse tema degradante que é a exploração da miséria humana em troca de promoção de uma merda de disco novo.

    É, mas isso é o tipo de evento midiático que não só está em virtualmente *todos* os lugares como visa a sensação simples. E, que eu saiba, um semi-vocalista não enobrece nenhum disco.

    27/09/2002

    ESPAÑA

    Permita-me a sinceridade: Hable con Ella é lindo, mas não gostei nada.

    Acontece.

    27/09/2002

    ARE YOU FEELING LUCKY?

    27/09/2002

    PAREM AS MÁQUINAS

    Email recebido:

    >Fala, Zeit!

    >Cara, inacreditável esse jornal! Se liga:

    >A Erika Patolino só agora desobriu que existem os 2 Many DJ’s e a “novidade” dos bootlegs, vc acredita? E a antenada ainda erra o >nome do disco dos caras!

    >Aí, depois o cara fala que Beck sempre foi comparado com Bob Dylan. Como assim, véi??? Mellow Gold era Bob Dylan? e fique esperto pq esse disco novo é “monotônico”… Mas beleza, pior foi quando disse q Beck namorou a Winona Rider. Huahuahuahua! >RIDER? A DO CHINELO?

    >Ah, e tem também o lnce da numeração do CDS. Puta merda, os caras vão numerar mesmo, com número e letra! Ninguém nunca >ouviu falar em código de barras e Soundscan? E só esse jornal que acha q isso vai mesmo resolver e que isso é uma polêmica, né? E é sério: existe um SUPLENTE DE IVAN LINS! Se mata!

    > E na boa, esse negócio dos Paralamas já encheu. Os caras sempre foram uma merda, não é pq o cara sofreu um acidente q eles >ficaram bon. Tifudê.

    >bom, falou aí.

    É dura a vida da bailarina…

    27/09/2002

    ALTO-FALANTE

    Pode parar de enviar emails, cartas, telegramas, cartões postais e fazer passeata na frente do meu prédio. O tão aguardado dia chegou.

    O que estou ouvindo e gostando de ouvir:

  • A Hundred Days Off, Underworld – Já se pode chamar o ex-trio e atual dupla de clássico eletrônico. Karl Hyde e Rick Smith voltam a fazer disco sem o DJ Darren Emerson, o que não acontecia desde Dubnobasswithmyheadman, de 93. Como todo clássico, o Underworld mantém a sua sonoridade característica _argumento que só é favorável se você gostar do grupo, claro. Two Months Off, o primeiro single cujo vídeo você pode ver mais abaixo, é um longa-metragem de mais de nove minutos que atualiza a euforia de Born Slippy para os anos 00. Rock and rock and rock and rooollll! Dinosaur Adventure 3D possui todos os códigos do DNA underworldiano, com batidas de Moaner e alma de Juanita. Twist e Sola Sistim são elegância pura, frias e negras. O foda é ler aquela porra do encarte.
  • DJ-Kicks, Playgroup – Belezura de disco, já falei. Se eu disser que aquilo é anos 80, você vai achar ruim? Tá bom, então não digo. Só ressalto que é um disco com a consistência de uma lava lamp: disforme, suave e funky. Os segundos inciais da cover de Tainted Love, do Soft Cell, feita por Impedance e remixada por Trevor Jackson, possuem algo relacionado às batidas do coração, baixo profundo e bem marcado, que me satsifazem mais do que deveria.
  • Dirty Dancing, Swayzak – Êê, Swayzak, hein? Popizou-se no terciero álbum. Himawari (2000) continua sendo a obra-prima dessa dupla que tem o nome em homenagem ao Patrick Swayze. O tradicional (?) tekno minimalista e crocante ganha a companhia da voz suave de Clair Dietrich (que nome bom, não?) em duas músicas. Adult está em I Dance Alone, que obviamente flerta (hahaha) com o electro e cujo clipe é uma versão do de Ray of Light, de Madonna, mais trash e com peitinhos. Enfim, bom disco para momentos dark.
  • Mind Elevation, Nightmares on Wax – Taí, esse é um dos seis discos de hip hop que merecem o meu crédito este ano. Os outros são os álbuns de TTC, Blackalicious, N.E.R.D., Antipop Consortium e DJ Shadow. Felizmente não é a Universal que lança esse disco no Brasil, caso contrário haveria um adesivo bem baiano escrito LOUNGE em letras laranjas na capa… É hip hop suave e o mais pop que George Evelyn já fez. É menas chapaçã e mais deleite soul, dubby e r&b, como em Know My Name e a pulsante Environment, ambas com Chyna B nos vocais. E o marlegal é que o disco que tenho em mãos é uma versão limitada em 500 unidades, acompanhada de um disco extra bacana remixado pelo moço. Grandes merdas, mas precisava falar isso, hehe.
  • World Service, Dave Clarke – Álbum de 2001 (os demais são recentes) com dois discos: um tekno e outro, er, electro. OK, a aquisição foi orientada pelo disco electro, já que Electro Boogie (98) é ótimo. E, sim, o CD 2 mexe as cadeiras fácil. Mas o de tekno é igualmente bom, além de poderoso. Digo isso depois de ter ficado traumatizado com o Fuse Presents Dave Clarke (99), a maior porrada tekno que ouvira até então. Só uma ressalva: o cara bem que podia fazer algo mais legal no remix de Idioteque, do Radiohead.
  • Mixed Emotions: Montreal Mix Sessions, Vol. 5, Tiga – Outro álbum de 2001, com dois discos, um tekno e outro electro. Dã. Mas o “prodígio” da International Deejay Gigolo, que usa óculos escuros à noite, apenas satisfaz. Os mixes são ok, mas as versões já não são tão frescas assim (mas já?), além de as músicas serem um poco claustrofóbicas demais. E, além de tudo, ele está bem mulherzinha nesse disco, hehe.
  • Attention, Gus Gus – O segundo nome musical mais popular da região de Reykjavik se adaptou aos tempos mais globalizados e realizou um downsizing: de nove integrantes, ficaram apenas quatro. Ou seja, ficaram mais precisos. Não foi o que pensei quando vi o nome Moonshine no disco. Mas foi só um susto, o selo baiano de tekno apenas distribui o disco nos EUA. Voltando: estão mais precisos e mais afiados. Menos etéreos e mais voltados para o dancefloor.Desire é Orbital puro, uma semi-vergonha. Mas é um bom disco, desses que correm o risco de se tornar mais agradáveis com o passar das audições. Deve ser por isso que o disco tem esse nome…
  • Scorpio Rising, Death in Vegas – Como não aguento mais escrever, digo que é psicodélico até a última lasca do ácido. Aliás, tão lisérgico quanto rocker. E muitas participações estelares, tipo o chato Liam Gallagher, Dot Allison, Hope Sandoval (essa só colabora, né, fia?) e o tio Paul Weller. Hands Around My Throat é cool prakarai, e o disco vem com seção multimídia que inclui dois remixes de Natja , o clipe de Hands, wallpaper e um joguinho besta. Por falar em besta, www.continorooms.com é o site oficial mais baiano que já vi. Mas o disco é legal, diferente do primeiro (Dead Elvis, 97), mais parecido com o segundo (Contino Sessions, 99) e o encarte traz aquelas crianças gêmeas que fumam charuto, raspam a cabeça e posam com metralhadoras, líderes de uma facção criminonsa da Tailândia, tá ligado? Como disse, bem psicodélico.
  • Ce ça.

    26/09/2002

    OBRIGADO, NÃO

    Ofereça-me qualquer coisa, mas não me venha com teatro de bonecos e mímica! Ao lado de solos instrumentais, são duas “expressões artísticas” que me provocam vômito. Se teatro de gente já é um abismo de malice, imagine a malice teatral hardcore manipulando bonecos malfeitos, mulambentos e caindo aos pedaços, para alegrar criancinhas em hospitais. Ou, pior, arrecadar algum tipo de fundo pra algum tipo de caridade. Não! Sai daqui!

    E aquele Marcel Marceau com sua indefectível expressão de quem não sabe o que está acontecendo? Prefiro a morte numa câmara de gás! Que arranquem as minhas 20 unhas, mas não me ponha perto de nenhuma coisa que finja estar lidando com objetos invisíveis e tenha cara de mongolóide pintada de branco. Eu não sou retardado! Querem enganar a quem, seus mímicos?

    Se mímico e teatro de boneco prestassem, não seriam atrações para turista mané nem “terapia” de ator fracassado, respectivamente.

    26/09/2002

    REMEDINHO

    Há 24 horas o disco Iron Stylings, estréia dos irmãos produtores e DJs do Medicine8, entra em qualquer CD-player que estiver por perto e começa a tocar. Uma loucura. Em termos de intervenção medicamentosa, é o melhor remédio que surgiu na Inglaterra desde Ladies and Gentlemen We Are Floating in Space (97), do Spiritualized, disco que vinha numa caixa de remédios, com bula e um “comprimido” que tocava.

    Mas Liam e Luke May _ o Medicine8_ são adeptos da medicina alternativa, aquela que utiliza funk, grooves, acid house e acompanhamento tekno para levar à cura. É um dos melhores antidepressivos, ops, álbuns do ano, a começar pelo nome das músicas: Donuts Prozac, Junior Aspirin, Oxygen Seeds , Even the Beetles, the Monkeys e Capitol Rocka. Puro funky house subcutâneo.

    Donuts Prozac, por exemplo, oferece overdoses de grooves à Lottie e Jon Carter e ainda faz ode ao Special K. É uma das raras segundas faixas de um disco que me fez voltar a ela antes de a terceira chegar na primeira vez que ouvi um álbum.

    Even the Beetles, the Monkeys é nonsense. A voz distorcida-metálica-afogada diz num looping initerrupto: Pink Floyd, Led Zeppelin (alguma banda incompreensível) The Rolling Stones even the Beetles, the Monkeys. Tudo embrulhado em batidas narcóticas, dessas que levantam qualquer doente terminal se inaladas corretamente.

    O auge do remédio narcotizante, entretanto, é o primeiro single, Capital Rocka, com química semelhante à que Slam e Justin Roberston costumam despejar com sucesso na veia dos seus pacientes, se houvesse uma seringa que pudesse juntar os dois “doutores”. É, como de resto todo o disco, direcionado à pista.

    Medicine8 era Medicine e mudou porque já havia uma banda norte-maericana homônima. De qualquer modo, está longe de ser um placebo eletrônico. É indicadíssimo para vários tipos de cura ou loucura.

    25/09/2002

    CONVERSÃO

    Bom, vou mesmo me tornar muçulmano. Pode me chamar de Muçul, mano. Hahaha. Primeiro vou deixar todos os pêlos do meu corpo crescerem. Eles gostam de se parecerem profetas. Mas o mais importante é conseguir descontos no Arábia, restaurante delícia com um mâitre folclórico. (claro que nem todo árabe é muçulmano, mas muitos são, estou contando com isso). E vou comprar pra mais de 3 metro de pano pra me vestir. E no Carnaval, vou me fantasiar de mulher e sair de burca. No calor de fevereiro não deve haver vestimenta mais adequada.

    Aliás, adequado é uma palavra que sempre vem associado a muçulmano, já reparou? São sensatos, retos, equilibrados e, acima de tudo, muito bonitos. Também falam baixo e comemoram qualquer coisa com pouca gritaria, uma demonstração inequívoca de desenvolvimento social e cultural.

    Sem contar as diversões de arrancar clitóris, ter váááárias mulheres (sem clitóris, fazer o quê?) e apedrejar viados e adúlteras. Essas atividades vou reservar para os fins de semana, quando também vou me dedicar ao livro “Respeitem os Meus Cabelos Muçul, Manos”, em que conderarei ao inferno todos aqueles que já falaram mal dessa religião tão gloriosa.

    Durante a semana vou ficar me virando pra Meca e me ajoelhando e lambendo o chão cinco vezes por dia todos os dias, afinal quem precisa trabalhar? E ainda falam que nós, muçulmanos, somos adeptos de uma religião estúpida…

    25/09/2002

    GUERRA ERRADA

    Damon Albarn e 3D, do Massive Attack

    25/09/2002

    PIECE OF SHIT

    O islã é tão legal. Acho que vou virar muçulmano!

    25/09/2002

    SOLO

    Por falar em solos de trompete e percussão, como dito abaixo, me lembrei de um dos shows mais insuportáveis que vi _outro show muito ruim foi o do Oasis, mas isso não interessa aqui.

    Chicago, 1999, véspera das minhas primeiras (e até agora únicas) férias, sou imcumbido de cobrir um show do Johnny Lang, além de participar de uma entrevista. Tempos de Free Jazz e dólar abaixo de R$ 2, lembra?

    Que o moço, então com uns 18 anos, era considerado um prodígio do blues e que eu, desde sempre, não dei a mínima para blues e outros “mestres” da guitarra eram informações contraditórias que não interessavam muito ao meu editor na época. Então lá fui eu.

    Tudo normal, legal, o de sempre. O problema foi o show que sucedeu ao do menino, a “lenda” Jeff Beck. Lang até que foi bem, tem um viés rock interessante e não provoca (muito) sono _ o cara é guitarrista e nunca havia ouvido falar em Sonic Youth, olha o nível….

    Antes, uma contexto do lugar e das público presente. Não era exatamente em Chicago, mas num anfiteatro a uma hora da Windy City, do qual não em lembro mais o nome. Era primavera, o tempo estava agradável, e as pessoas, boa parte com 45 anos ou mais, pareciam se divertir com seus mullets, bigodes loiros, camisas xadrez, barrigas proeminentes e esposas branquelas de camisas xadrez, barrigas proeminentes e pochete a tiracolo. Enfim, um horror.

    Ao show da “lenda”. Gente do céu… Acho que devo ter ido ao banheiro umas sete vezes durante o espetáculo tamanho o constrangimento. Era insuportável, chatíssimo. Ele na guitarra principal e mais duas outras acompanhando a “lenda” e seu virtuosismo. Virtuoses não deveriam existir, porque são inúteis e conservadores.

    Então a cada ida a banheiro, enxergava mullets animados e air guitar em cada 8 de 10 presentes. Era muito deprimente. E tome solos infindáveis de guitarras; o sujeito no palco parecia simular um orgasmo com a guitarra e o público parecia querer gozar junto. Um nojo.

    Por isso e outros episódios, não suporto solos de nenhum instrumento (lembro que assisti a um show do Duofel e quase tive uma crise de disenteria…). Solos de instrumentos deveriam ser regulamentados por lei federal em todos os países, deveria haver um acordo do Conselho de Segurança da ONU para impedir a realização de mais do que 3 shows desse tipo em cada país do mundo.

    Afinal, é um tipo de destruição em massa.

    24/09/2002

    A FRASE

    Just because I stopped for a minute doesn’t mean you can tell me what to do

    Marianne Faithfull, entre uma música e outra no seu show em Nova York.

    24/09/2002

    KILT

    Pois muito bem, fui assistir ao show de Aqua Bassino, do elenco do selo francês F Communications. E, quando digo assistir, quero dizer sentar e ver no sentido clássico da palavra. Não consta nos registros de minha memória outro evento com um DJ ou “laptopper” em que eu fiquei sentado, num teatro, observando o sujeito pular de modo engraçado atrás de um Macintosh.

    Mas havia um saxofonista, de um lado, e um percussionista, do lado oposto do palco. A atração principal estava no centro. A iluminação era a padrão do local, a mesma da de Damon & Naomi com velocidade diferente, o que não ajudou muito.

    Um detalhe: pela segunda vez consecutiva, fico apenas os 40 minutos finais de um show no Sesc Vila Mariana _uma maldição promovida por ervas malditas.

    Tiozinhos comportados na platéia; havia outros convidados na noite, tipo uma tal de Fatima Guedes. Enfim, era tudo muito estranho; não faz sentido “assistir” a algo que não acontece. E assistir a solos de sax e percussão está muito longe do meu ideal de diversão. Principalmente quando os sons desses instrumentos, que eram monótonos, se sobrepunham aos dos que saíam do laptop, um housinho cool que obviamente não dizia muita coisa ali; teoricamente era música para dançar ou conversar e interagir com a pessoa do lado, mas nunca para sentar e ver.

    Em termos de movimentação no palco, pode ser comparado ao show de Damon & Naomi, mais um guitarrista japonês convidado. Mas no show dos ex-Galaxie 500, isso fazia sentido: havia um cantor, havia vozes. Quando não há voz no palco, é um pouco constrangedor observar os instrumentistas ao vivo; é como olhar um escritor escrever. Melhor fez Stockhausen, que deixou só um facho de luz ao fundo do centro do palco _o público que tentasse se abstrair.

    Enfim, o show de Aqua Bassino fazia parte de um intercâmbio musical entre Brasil e França, e Jason Robertson agradeceu em francês. Tudo normal se ele não fosse escocês.

    Mas nada parecia fazer sentido ali.

    23/09/2002

    SAI DA CHUVA, MININO

    Two Months Off, Underworld.

    23/09/2002

    FERIADO

    Está decretado hoje o Dia Internacional do Two Lone Swordsmen. Para comemorar, Stay Down e Tiny Reminders nos alto-falantes.

    21/09/2002

    ÓI O BROG, ÓI O BROG

    Estes comentários são ótimos! É um bate-papo privado muito engraçado: pra quem aquelas pessoas estão falando? Do que elas estão falando? Parece uma feira.

    21/09/2002

    Convidado da festa Giovanna, da GV, antes de se encontrar com a Silvia, fantasiado de abajur.

    20/09/2002

    IMAGINE

    Será que quando Beethoven, já velho, surdo e suando em bicas, compôs a sua Quinta Sinfonia, imaginou que ela poderia tocar no bolso de qualquer idiota com telefone celular quase 200 anos mais tarde?

    Será que ele imaginou que a sua grande obra, composta para ser executada por orquestras em teatros, seria mais popular num aparelho do tamanho de um maço de cigarros?

    20/09/2002

    FORA

    Então George Bush, dos United Steak, falou para Kofi Annan, da ONU, durante uma conferência:

    This looks like a job for me, so everybody just follow me. Cause we need a little controversy. It feels so empty without me.

    Anan, muito educado, respondeu:

    I’m sorry, mama. I never meant to hurt you. I never meant to make you cry, but tonight I’m cleaning out my closet.

    19/09/2002

    MEDA

    Não existem doses seguras para o consumo de Ivan Lins.

    19/09/2002

    O DIÁLOGO

    Honey Bunny: I love you, Pumpkin.

    Pumpkin: I love you, Honey Bunny.

    Pumpkin: Everybody be cool. It’s a robbery!

    Honey Bunny: Any of you fuckin’ pricks move, and I’ll execute every mother fuckin’ last one of ya!

    Só podia ser Pulp Fiction.

    E assim começa o revival dos anos 90.

    19/09/2002

    ZEIT-MÚSICA DO DIA

    Come on-my House, Della Reese. Você vai ouvir quando estrear Swept Away.