Archive for junho \28\UTC 2002

28/06/2002

LOSER

Só babacas cultuam um formato de reprodução de música.

28/06/2002

CLONE

O robô C-3PO é o Dirceu Borboleta interestelar.

28/06/2002

THE REAL DEAL

Baby boom!

27/06/2002

SEGUNDO MELHOR DISCO DE 2002

Se a música dos 2 Many DJ’s tivesse uma imagem, seria esta. Aliás, o disco começa assim.

Ou poderia ser seria algo assim. Aliás, a melhor seqüência do álbum é:

Destiny’s Child – Independent Women Part 1

10cc – Dreadlock Holiday

Dolly Parton – 9 to 5

Röyksopp – Eple

Saiba tudo sobre os caras do Soulwax que lançaram As Heard on Radio Soulwax, Pt. 2 _não há parte 1_ no site desses belgas

27/06/2002

NOTÍCIA DO DIA

Portuguesas tiram a roupa para fazer “mamografia por satélite”.

Sensacional! Piada prontinha.

27/06/2002

SUGES

Se você gosta de Pole, ouça Farben.

27/06/2002

DEUTSCHLAND

Em homenagem ao evento de domingo, ofereço Ascii.Disko.

Ouveaqui eaqui.

27/06/2002

CADÊ?

Por onde andam os peitos da Gal Costa?

26/06/2002

MONGOL

Do jeito que alguns cadernos de informática andam, daqui a pouco vai ter matéria de serviço com dicas para ligar o computador.

26/06/2002

GLORIA MAGADAN

Por que em *todos* os jogos do Brasil a vitória *sempre* é “sofrida”, “apertada”, “suada”? (é a vitória xoxota!, rarara). Esse time de futebol do Brasil parece o melhor do mundo, e esses locutores mexicanos fazem esse dramalhão de quinta categoria ao vivo.

Depois de gente que se humilha para servir, a categoria por que mais nutro asco é a desses latinos que acham que tudo tem que ser sofrido, doído e católico para valer a pena.

Ô, raça.

26/06/2002

BIEN-ÊTRE

Eu quero ler nos jornais, ouvir nas rádios, ver na TV: FRIO CASTIGA PAULISTANO!

Que neve, que o mundo congele, que eu me sinta bem.

26/06/2002

ORDEM DO DIA

Vintage é o caralho.

26/06/2002

HOMENAGEM

O cabelo do Ronaldo parece a buceta da Vera Fischer.

26/06/2002

LIVE AND KICKING

The Bays, a banda que não tem disco gravado por opção. Se quiser ouvi-la, tem de ir a um show. E é assim que funciona: no improviso.

Tchekiraut.

25/06/2002

HORRORA

Então você não sabe exatamente o que é baiano. Ok, você terá a sua chance aqui. Veja o título deste texto (basta o título) sobre o Ballet da Ópera Nacional de Paris (coitado, tão sofisticado…) e descubra a essência do ser baiano, the real deal of the wrong baiana.

25/06/2002

JUST DO IT

O queêêê??? Ainda não ouviu 2 Many DJ’s?

2002 ficaria mais triste sem esse disco.

25/06/2002

SERVIR BEM

Desculpe-nos pelo transtorno. Estamos com um novo sistema de atendimento para melhor servi-lo.

Letreiro numa agência dos Correios.

É a primeira vez na história que alguém pede desculpas por servir melhor! (e é a primeira vez que o verbo desculpar-se é usado corretamente _foi mal, mas baixou um Pasquale mala aqui. Sempre é “desculpe o transtorno”. Tipo você chama o transtorno e o perdoa? Tudo bem, seu Transtorno, tá desculpado…). Sim, porque o “novo sistema” (aquele de senhas, sã?) já estava funcionando, aparentemente sem nenhum transtorno.

Odeio gente que se humilha pra servir. Tipo garçom que vem quase se rastejando para avisar que não tem mais salada de frutas e pede desculpas a cada dois segundos…

25/06/2002

NOTÍCIA-FICÇÃO

Erro de loja interrompe viagem de hipnotizadora de frangos

Uma hipnotizadora de frangos que dá a volta ao mundo de bicicleta com um circo itinerante, foi obrigada a interromper sua viagem quando uma loja escocesa que vende roupas para fins beneficentes vendeu seu veículo por engano, enquanto ela se encontrava no trocador.

Cara, neguinho tá inventando assunto, não é possível!

25/06/2002

78

Terminar o domingo sendo apresentado a raros discos 78 (década de 1940) e aos primeiros long-playing (“unbreakable long-playing microgroove”) do final dos anos 40/começo dos 50 é um prazer raro. Ouvir Louis Armstrong ao vivo em 1947 numa dessas “bolachas” é incrível mesmo.

Digamos que o 78 é um arquivo pesado de música e o LP é um álbum zipado. Inquebrável.

25/06/2002

MOLEQUE CRETINO FILHO DA PUTA

Pela frieza dos números, Eminem é um moleque. The Eminem Show ocupa a quinta posição no curioso ranking dos álbuns mais vendidos na primira semana do lançamento nos EUA, com 1,32 milhão de cópias _mesmo sendo pirateado à exaustão pelo menos duas semanas antes do lançamento, antecipado em duas semanas por causa disso.

As primeiras quatro posições são ocupadas por ‘N Sync (1° e 2° lugares), o próprio Eminem novamente (The Marshall Mathers LP) e Backstreet Boys. Estão empatados na quinta posição Marshall Mathers com o disco novo e Britney Spears (1,31 milhão de cópias de Oops!… I Did It Again em junho de 2000).

Caralho, os discos mais vendidos em menos tempo nos EUA desde 1991 são álbum feitos por e para crianças. Enquanto ‘N Sync, Backstreet Boys e Britney Spears fazem parte da coleção de discos de meninas bonitinhas, certinhas e bobinhas, Eminem está na prateleira de Cartman, dos moleques da última fila da sala de aula, dos revoltadinhos que gostam de palavrão pelo simples fato de ser “proibido”.

Mas Eminem é o mais velho dessa turma de best sellers, com 29 anos _apesar de dizer que Moby é “velho” aos 36. Um cara dessa idade acha legal falar palavrão e se vangloriar de dizer todos eles com todas as letras. Algo está errado. Ou podre.

OK, os EUA são o país ideal para florescer esse tipo de aberração artística. Um lugar onde quase tudo é proibido em nome do politicamente aceitável faz com que um motherfucker soe tão violento quanto um avião derrubando um prédio alto. Mas Eminem não é inteligente o suficiente para ver isso. Ao contrário, ele reforça esse aspecto e se torna a vítima que todos querem ouvir _ele deve ter algo a dizer…

Mas não tem. Ele é um dos melhores rappers que já existiu por lá. Mas é bobo. Dizer “foda-se” para a mulher do vice-presidente dos EUA e fucking bitch a cada frase é cretino e não tem nenhum traço de transgressão ou rebeldia.

É o império da cretinice, onde há os cretinos obedientes e os cretinos Eminem. Antes de compor as músicas, Marshall deve sentar com o seu amiguinho e excelente produtor Dr. Dre e listar uma série de episódios e pessoas que serão malditas no disco. “Hmm… Ms. Cheney, sai Fred Durst e entra Moby, Tipper Gore, MTV, negros, tekno, misoginia em geral, “hipocrisia” branca, minha mãe e “Bush administration” etc. etc. para chocar os americanos. Sadam Hussein, Bin Laden e terroristas para engrossar o coro da classe média local, ok?” Done! “E que tal eu me colocar no lugar dos ouvintes, dizer que eu poderia ser o Eric (digamos, Maurício em inglês) e que Erica (er, Patrícia, em inglês) gosta do que faço?” Ótimo! Diga também que se, você fosse negro, não venderia metade. Uau, quanta verdade jogada na cara da White America, não?

Sono, muito sono… Para dormir de vez, Superman e a relação do rapper com uma puta sendo discutida…Talvez essa rebeldia infanto-juvenil seja monótona mesmo, daí os tiros em escolas de ensino médio por lá. Eminem se torna repetitivo no seu terceiro álbum, mas ninguém não está nem aí. Mais: ele está em crise. Marshall Mathers, Slim Shady e Eminem parecem não se encaixar mais tão perfeitamente quanto antes na mesma pessoa. Ele é engolido pelo próprio ego. Sayin’ Goodbye to Hollywood é sintomática nesse sentido.

Mas o que interessa mesmo, seu filho da puta do caralho, é ouvir Without Me (com homenagem a Malcolm McLaren, no trecho de Buffalo Gals, e Batman), Business, Soldier e Hailie’s Song, esta última uma bosta, mas interessante porque é a primeira música em que Eminem não esculhamba uma mulher, no caso, sua filha de dois anos, hahaha.

Sing for the Moment é tão constrangedora quanto chata por praticamente copiar Dream On, do Aerosmith. Coisa de moleque.

Moleque que acha que canta a “realidade”, mas não passa de um fantoche dela; moleque que tenta fazer um show controvertido e polêmico, mas não passa de um palhaço melancólico num stand-up comedy que a capa do disco sugere; moleque cujos argumentos estão somente nos palavrões e xingamentos; moleque que não consegue vender mais do que o ‘N Sync.

25/06/2002

AXÉ, UK

A revista só chegou hoje porque os “nossos” serviços alfandegários são ótimos e muito bem pagos. Mas a edição de junho da Jockey Slut traz na capa um orelhão da Telemar com Layo e Bushwacka! ao telefone, na praia de Ipanema. Tipo assim como assim??

Como diz a Manupe, esses ingleses são uns baianos!

25/06/2002

EQUIVALÊNCIAS

Às vezes me perguntam por que eu odeio ou não gosto de boa parte da MPB. Pelo mesmo motivo que desprezo Celine Dion e Barbra Streisand, com o agravante de a MPB ter esse caráter eternemante folclórico-regional, que vilipendia as minhas convicções em relação ao ser humano, à vida e à arte.

Obviamente, João Gilberto e Luiz Gonzaga não fazem parte de nada que citei acima. Estão além.

24/06/2002

A FRASE

Wilson Simoninha traz o seu carisma e suingue para o palco(…)

Trecho de release de uma casa noturna.

Então o mesmo release deveria aconselhar a levar uma lupa (ou um telescópio) para enxergar tanto carisma e suingue.

24/06/2002

A MECÂNICA DA DESTRUIÇÃO

Matthew Herbert é um sujeito legal. Dos sujeitos que experimentam com música eletrônica, ele faz parte do pequeno rol de artistas cujas técnicas para fazer música chamam mais atenção do que a música em si (Loop B _!_ e Matmos completam a pequena lista, hehe).

Em março deste ano, ele lançou The Mechanics of Destruction, uma obra antiglobalização, anticorporação, anticapitalismo, anti-ocidente. Os nomes das músicas: Starbucks, McDonald’s, Manufactured Music, Rupert Murdoch, Hollywood, Television, Marlboro and Bacardi, GM Food, Gap, Coca cola, Henry Kissinger e por aí vai.

Em Rupert Murdoch, Herbert usou o jornal The Sun para fazer música (não foi inspiração, foi o jornal em papel mesmo); em McDonald’s, o fritar de Big Mac, o barulho do refri pelo canudo e o som do saco de papel viraram música; em Manufactured Music, fo usado o CD do Hear’say (hahaha).

Hollywood teve duas fontes de música: o DVD de Bug’s Life e a fita de vídeo de Starship Troopers. Veja bem, não são os sons do DVD ou do filme, eram o disco e a fita em si que eram batidos contra o microfone, arranhados, riscados e outras coisas mais.

Também conhecido como Radio Boy, nome ao qual é creditado The Mechanics of Destruction, Herbert fez desse álbum um produto “profit-free”. Todas as músicas podiam ser baixadas gratuitamente do site do disco. Mas foram tantos acessos que as músicas tiveram que sair do ar (e a conta do servidor onde as músicas estavam hospedadas ficou muito cara para Herbert; eram grátis para o ouvinte, não para o músico).

De qualquer forma, basta enviar uma carta com o endereço de retorno e um envolope grande o suficiente para caber um CD que o músico envia o disco para você, esteja onde estiver. Ele até paga o selo de volta. Incrível se chegar mesmo.

Leia o manifesto do cara, saiba mais sobre as músicas e descubra como conseguir sua cópia de The Mechanics of Destruction em themechanicsofdestruction.org.

21/06/2002

DUREZA

Telefone é um objeto que evito usar a todo custo, principalmente no trabalho. Recebo uma ligação agora há pouco de uma assessora qualquer:

_Oi, eu queria falar com o Neo Geistzeit? (geralmente as pessoas acham que o meu sobrenome é o contrário…)

_ Quem é?

_ Fulana, da Assessoria X

_ Sou eu, mas o meu nome é Neo Zeitgeist.

_… Ahn. É que passaram como sendo Geistzeit.

_Ok, normal. Do que se trata?

_É sobre um concurso de atitude feminina…

_Quêê??

_É, um concurso que vai eleger não só a beleza física, mas a atitude da candidata, sabe?

_Não, o que é?

_E vai escolher três amigas da modelo virtual da Close-Up.

_Aham….

_Então queria tar convidando para você tar comparecendo no evento de premiação, será que…

_ Ah, pode deixar que qualquer coisa eu entro em contato.

21/06/2002

THE PHRASE

Esses ingleses são uns baianos.

Manupe decreta depois de ver a capa do Mirror de hoje.

20/06/2002

LÂNGUIDO

FC Kahuna no caminho para o trabalho não é nada mal. O clipe de Machine Says Yes também não. E, com a boca que canta aqui, nenhuma máquina teria coragem de dizer não.

20/06/2002

ELECTRO, 20, SE PERVERTE

EM JUNHO de 82, o mundo mudou para sempre. “Planet Rock” viu a luz pelas mãos de Afrika Bambaataa _então com 22 anos_ e The Soulsonic Force e o produtor Arthur Baker com samples de “Trans-Europe Express” e “Numbers”, do Kraftwerk.

Sintetizador e hip hop, Dusseldorf e Bronx, negro e branco, funk e Pac Man, robôs africanos; sem essa música não existiria metade do pop como é hoje.

A avenida para o tecno, house e vertentes começava a ser pavimentada (Cybotron entra em cena alguns meses depois de “Planet Rock”, e, bom, o resto é história) até chegar _e retornar à Alemanha_ a International DeeJay Gigolos (www.gigolo-records.de), gravadora do alemão DJ Hell, cujo numeroso elenco tem raízes fincadas nos frutos de Bambaataa com doses generosas de glamour trash.

Casos de Fischerspooner (www.fischerspooner.com), grupo de 15 loucos cujo norte é a estética do bizarro com sintetizadores, e Miss Kittin & The Hacker (cujo clipe de “1982” pode ser visto no site da gravadora), dupla francesa que lançou seu primeiro disco, “The First Album”, e inclui perversão sexual “sintetizada”, DMX Krew (www.dmxkrew.dircon.co.uk), entre outros.

Já há um festival dedicado exclusivamente ao gênero, o nova-iorquino Electroclash (www.electroclash.com), quase um subgênero em si, cuja primeira edição aconteceu em outubro passado e se pretende a antena do movimento.

O planeta rock do electro completa 20 anos em 2002 com corpo novo e o espírito de sempre: provocação estranha.

Publicado em janeiro de 2002.

20/06/2002

UNDERGROUND

Isto é que é música underground. Breves histórias de músicos e até DJ que chegam a ganhar entre US$ 60 e US$ 100 durante três horas diárias no metrô de Nova York.

Em Paris, a empresa de metrô organiza concurso _bem disputado_ para selecionar as atrações do capilaríssimo metropolitan. Coisa fina, com crachá e tudo. E o resultado é uma miríade sonora embaixo da terra.

Melhor do que esses palhaços que jogam fogo pra cima nos semáforos em SP.

20/06/2002

PMA

A primeira regra do clube é não falar sobr o clube. Uma associação de ajuda mútua entre seus sócios. Que não querem mais saber de notoriedade. Pelo menos não a que haviam tendo até então. O clube chama-se Associação de Pagadores de Mico Anônimos. A presidente de honra é Preta Gil. Ela foi eleita depois de ligar para o SBT se oferencendo para participar da Casa dos Artistas 2, sair em um ensaio na Caras com um globo de espelhos e roupas inadequadas e ser eleita a mais malvestida de um prêmio de novelas _além, é claro, de ser filha de Gilberto Gil, mas isso é um mico desintencional, não se deve culpar as pessoas por características natas.

Os demais integrantes, por motivos óbvios, não poderei revelar (ok, um deles é Luis Ricardo, ex-Bozo, atual apresentador da Tele-Sena), mas posso garantir que todos estão empenhadíssimos em reverter a imagem manchada que têm na “mídia”. A primeira atitude que o novato tem que ter ao entrar no clube é se livrar da Caras. Não só das revistas guardadas em sua casa, mas da idéia de que aparecer em tal publicação é uma “ação positiva”. Caras está para a PMA assim como a maconha está para os NA: é a porta de entrada de um caminho muitas vezes sem volta.

Outra providência é evitar a todo custo dar entrevistas e citar a existência de seres de outro planeta, terapias alternativas de cura, abdução, chip implantado, numerologia ou qualquer coisa que o valha. A cada dia sem mencionar tais micos, o associado deve dizer ao grupo: estou há 3 meses, 20 dias e 8 horas sem falar sobre assuntos siderais e astrológicos em público.

O guarda-roupa é um dos problemas mais graves de solucionar para o membro da PMA. Nem sempre ele se convence de que aquela calça jeans desfiada, com manchas e apliques de oncinha é um sinal claro de pagação de mico. Tampouco é fácil de mostrar quão mico é descolorir o cabelo, se bronzear artificialmente, fazer lipo (e espalhar isso!) e passar as férias em Bali, não sem antes posar para fotos no balcão do check-in. Os terapeutas encontram uma resistência dura nesse sentido. Um deles, que não se identificou, me disse que muitas vezes o membro da PMA não chegou a completar o colegial, o que dificulta bastante as coisas.

Casamentos de apresentadores de televisão, de pagodeiros (presos ou não), cantores sertanejos e derivados devem ser evitados como o diabético foge do açúcar. São nessas ocasiões que acontecem o maior número de recaídas de um associado…

E o conselho deliberativo do PMA está prestes a chegar a um veredicto em relação às pessoas que participaram de reality shows. A associação ficou dividida com o advento desses programas. Uns acreditam que quem participa desses programas deve ser tratado em outra associação, já que uma pagação de mico é considerada um ato involuntário, e essa pessoa optou, fez testes, pensou e repensou antes de atingir um dos auges da pagação de mico. Outros são mais benevolentes e acreditam que os participantes de reality shows também são seres humanos e merecem tratamento e cura iguais.

Ainda não há casos de cura completa na PMA.