Archive for abril \27\UTC 2002

27/04/2002

QUE SUFOCO

Morgan Freeman visita Mangueira e almoça com Alcione. O lide: o ator norte-americano Morgan Freeman vai cair de boca na culinária nordestina e requebrar ao som do samba da Mangueira.

É tudo da mais alta qualidade: a mangueira, o jornalista, o motivo da visita do ator. Mas comer com a Alcione só não deve ser pior do que comer a própria.

Anúncios

26/04/2002

NUM SAI DAÍ

Vou dar umas baguetadas na cabeça do Le Pen e já volto.

26/04/2002

BOTTOM

Luke Slater me chocou com esse Alright on Top. Para o mal, é bom deixar claro.

26/04/2002

ALBUM OF THE DICK

Então você está a procurar um álbum duplo de uma gravadora legal, com músicas de Spiritualized, B-52’s, Sieg Über Die Sonne, Miss Kittin & Golden Boy, Sigur Ros, Felix Da Housecat, A.R.E Weapons, Playgroup e PJ Harvey todas muito bem mixadas?

Então você está a procurar Electric Stew, baby.

25/04/2002

NOTÍCIAS BIZARRAS DO DIA

  • Pajé do Xingu faz plástica na Clínica Pitanguy
  • Advogado mata um computador com cinco tiros
  • 25/04/2002

    RECORDAR É VIVER

    Supergreg, superstar DJ.

    25/04/2002

    MENOS CONVERSINHA

    A little less conversation, a little more action, please

    All this aggravation ain’t satisfying me


    Elvis Presley

    25/04/2002

    PÂNICO NA WEB

    Sinto informar que o Universo Online acaba de inaugurar uma seção imperdível: UOL BAIANA. Isto integra o conteúdo inaugural.

    25/04/2002

    PAGAÇÃO TRIPLA

    Unkle Entretainement Pesents…

    Unkle Sounds.

    Originally Rcorded for Radio Ape. An Unkle Soundscape DJ Mix.

    Sensacional. Sensacional. Sensacional. Os três discos.

    25/04/2002

    PARAÍBA

    Existe algo mais baiano do que chamar todo mundo de baiano?

    25/04/2002

    KILL ALL HIPPIES

    Sabe o que está faltando? DJs que destruam suas pick-ups e caixas de som durante a apresentação, DJs que incendeiem os vinis. O ecstasy estragou tudo e criou uma subserviência quase sagrada do público em relação a quem está tocando. Esse “culto” ao DJ precisa ser demolido já porque não é culto porra nenhuma: é obediência auto-imposta, uma contradição típica de hoje.

    O ecstasy “automatizou” o processo de idolatria. É a droga que torna alguém “fã” em poucas horas. E o “ídolo” corresponde facilmente às necessidades do fã/droga, já que *qualquer* coisa se torna prazerosa nessas circunstâncias.

    E é justamente esse prazer automático, servil, estéril e imbecilizante que precisa ser destruído para que um novo ciclo se inicie com vigor. Se há um bom tempo não existe mais a tal música sem rosto, já não é sem tempo que surjam nomes que subvertam essa dinâmica emburrecedora que rege a música eletrônica.

    Hoje tudo é legal, simpático, “viajante”, electro, pesado, perfeito, psicodélico, 80s… E aí? Vamos ficar nessa até quando?

    24/04/2002

    MEMÓRIA

    Lembra de quando os padres diziam que os comunistas comiam criancinhas?

    Rararara.

    24/04/2002

    SURDA-LOUCA

    Quer ver coisa trash na TV? Então mire o seu controle remoto para a TV Cultura no começo da madrugada. Você vai assistir ao educativo e espetacular programa do Paspalho Cipro Neto, o sujeito que nasceu irregular, cresceu como um verbo defectivo e tem cara de pretérito imperfeito.

    Não bastassem os exemplos com letras de músicas baianas (literal e conceitualmente), há uma louca que faz caretas e gesticula como uma retardada no canto da tela. Teoricamente é para que os surdos entendam aquela maravilhosa aula de português.

    É hilário ver a cara de desesperada da mulher pra “traduzir” a expressão “a soleira choveu”, de algum Fuchico César, como exemplo de mau português.

    Fume um e delecie-se com a louca do Paspalho.

    24/04/2002

    RRRRREFERÊNCIA

    Você reparou que o lugar onde acontece o acidente de carro em Mulholland Drive é o mesmo onde a nave do ET pousou há 20 anos?

    23/04/2002

    CLEBBER, O CLUBBER FOI AO SKOL, BI!

    Clebber, o Clubber se recuperou do Skol Beats. Ele a-do-rou o festival. Já está contando os dias para a edição 2003 (nisso discordamos; ele prefere cervejarias, e eu, companhias de tabaco no quesito organização de festivais. O cigarro mata mais, hehe). Mas, enfim, Clebber o Clubber chegou cedo, por volta das 19h, pegou um pouco de congestionamento no caminho, mas entrou fácil.

    “O que foi Todd Terry, meu deus?”, se pergunta Clebber, o Clubber. “Eu queria que ele fosse morar lá em casa”, exagera, como de costume. Tanto exagero já rendeu um apelido para o festival: Skol, Bi! Já que o moço não saiu da tenda house, os destaques, segundo Clebber, o Clubber foram Todd Terry, Erick Morillo e François K _”muito chique. Tudo.”

    Ele também se jogou na tenda Movement, das suas raízes da ZL, o drumenbêis.”Encontrei mó galera das antigas… Alguns ainda usam sabão no cabelo até hoje, você acredita?”, diz incrédulo e distanciado do “movimento”.

    Clebber, o Clubber também “foi conferir” o Outdoor Stage _um dos nomes de palco mais baianos do Hemisfério Sul. Crítico, viu “incongruências” na apresentação do Groove Armada e quase vomitou quando entrou o Influx na sequência. “Gostei muito do Erick Caramelo e do Technasia, que esbanjaram carisma e simpatia”, afirmou salientando duas das características mais bestas que alguém pode observar em um DJ.

    O moço tomou meio ecstasy e não se arrependeu. “Quando faltou água, tomava refrigerante. Depois a água voltou, e foi tudo.” Ainda de bom humor desde sábado, Clebber, o Clubber diz que no ano que vem vai de sombrinha “bem louca” para se proteger da chuva “ácida” que caía dentro das tendas. “E vou levar um alcorão pra orar enquanto ando em volta delas, como se fossem sagradas.”

    Esse Clebber…

    23/04/2002

    CAMPANHA

    Ajude Júlia Petit a ganhar peso. A moça, você sabe, é a nora de Rita Lee e uma mulher que é pele e osso. Ela deve estar enfrentando necessidades, porque nem em campos de concentração nazistas se viu uma mulher tão esquálida.

    Portanto, é com todo o coração que vos peço: Alimente a Júlia Petit. Quando você encontrá-la em lançamentos de filmes, festivais de música, vernissages ou até mesmo passeando na Oscar Freire num sábado ensolarado, não se intimide e ofereça um naco de pão de queijo, uma lambida do seu Häagen-Dazs, um gole da sua perrier com bolinhas.

    Ajude essa moça a ultrapassar a barreira dos 40 kg. Obrigado. Que deus vos proteja.

    23/04/2002

    BUEMBA

    O DJ Avan me disse que pretende formar um duo eletrônico.

    O DJ, escolhido a dedo, é o paraibano DJ Air.

    23/04/2002

    A FRASE

    Schwarzenegger, leave Hell and Gigolo alone or else!!!

    Encarte de Funk All Y’All, dos insanos Detroit Grand Pubahs

    23/04/2002

    NEW KIDS ON THE CHARLATANS

    São Paulo, 22/04/2002, aniversário do Brasil, 502.*

    Gostei do show do Jordan Knight, dos New Kids on the Block ontem… O quê? Não era ele??

    Oh, não! Era Tim Burgess, dos Charlatans, cuja voz era a mesma, mas os cabelos… Sensacionais! Mechas loiras, mullets, sobrancelhas bem-feitas, camisa beeeem anos 80. We’re so preeeeeeeeetty… Ele estava na fronteira entre o baiano e o hype com atitude. (Bom, claro que é baiano mesmo, mas posso perder fiéis leitores dizendo isso, haha).

    A banda cumpriu o que havia prometido e mandou hits (Weirdo, Opportunity Three e uma pulsante One to Another) e quase todas as músicas do ensolarado e voluptuoso Wonderland (You’re So Pretty – We’re So Pretty, Judas, Love Is the Key _para mexer as mãozinhas. Só faltou a instrumental “dust-brotheriana” The Bell and the Butterfly).

    Era o show que eu merecia numa segunda-feira depois do Skol Beats: guitarras com ressaca de 12 anos de ecstasy coberta de psicodelia de segunda categoria. Foi ótimo. Era o mais próximo de um show dos Stones Roses a que eu poderia assistir _é mais até do que o show do próprio Ian Brown solo_, e Over Rising não deixou dúvidas sobre isso.

    Aliás, como diz o site do All Music sobre os Charlatans, “the group didn’t capture the zeitgeist like the Stone Roses“. Haha, muito bom.

    The Only One I Know, crássico de 1990, mereceu ótima versão, com aquele Mellotron vermelho, lindo (quero um daqueles na minha sala), se fazendo soar como deve. Melhor ainda foi o número de pessoas: acho que umas 2.000 _ninguém precisa de 40 mil pessoas do seu lado daquele jeito.

    Todas as segundas-feiras deveria ser obrigatório um showzinho com o de ontem no Olympia (obviamente eu cheguei no intervalo; parece que havia uma banda antes, não me lembro…).

    *(clichês dramáticos introdutórios a um texto sobre um show são o que há de mais New Kids on the Block na imprensa musical, hehe)

    Show me the diamonds, show me the gold, will ya?

    22/04/2002

    MONDO BIZARRO

    Coisa estranha: ouvi numa rádio de SP a música do David Byrne com o X-Press 2. Desde quando rádio brasileira toca lançamentos??

    22/04/2002

    VIVE LA FRANCE?

    L’horreur, l’horreur.

    21/04/2002

    YES

    Nem tudo está perdido. Amanhã tem Charlatans.

    21/04/2002

    FESTIVAL VAGABUNDO

    O Skol Beats é o festival mais vagabundo da América Latina. Um lixo de organização, funcionários incompetentes e infra-estrutura porca. Enfim, a cara de uma cerveja vagabunda que promove um festival que mais parecia se passar em Bangladesh, divulgado por “jornalistas” sem credibilidade (desses que têm site patrocinado pela Skol) como sendo a oitava maravilha do mundo.

    O line-up até que não era desprezível, mas tudo vai para o ralo se não se consegue entrar no festival _para começar. Simplesmente não havia filas (exceto a de carros que levava 2 horas para ser vencida) nem uma única pessoa do festival que organizasse qualquer coisa. Pessoas se aglomeravam nas duas únicas entradas para as 40 mil pessoas que foram lá. 2 entradas para 40 mil pessoas. Se havia mais entradas, o festival decidiu mantê-las incógnitas, porque não havia *nenhuma* sinalização. Aliás, eu fui avisado por um PM de que existia uma segunda entrada. Ridículo.

    A tecnologia para checar se o ingresso é original é uma obcenidade de tão grotesca. A baiana simplesmente acendia o ingresso com um isqueiro: se pegasse fogo, era falsificado. Juropordeus! Isso é palhaçada.

    Depois de ser espremido na muvuca da entrada, passar por essa piada e revista da PM, mais uma fila para entrar _sempre com “RG e ingresso na mão”, como gritavam os “organizadores”.

    RG e ingresso no seu cu! Demorei uma hora para entrar no autódromo. 60 minutos para transpor o muro e tentar ver Groove Armada. Obviamente que a produção do festival vai falar, amanhã ou depois, que o “fluxo de pessoas no horário entre 23h e 1h foi acima do normal” ou ainda “os portões estavam abertos desde as 15h, mas a maioria do público chegou nesse horário, o que sobrecarregou nossos funcionários, que faziam uma revista minuciosa” blablabla. Foda-se! Uma porra de um festival vagabundo que vende 40 mil ingressos e que está incluído numa verba de marketing de R$ 35 milhões da Skol tem a obrigação de prever a entrada dessas 40 mil pessoas de uma vez. É o mínimo. Quem pagou R$ 30 chega na hora que quiser e não pode ser culpado pela incompetência alheia.

    Vejo só as três últimas músicas do Groove Armada, que estava indo muito bem, até a última música, Superstylin’. Eles recomeçaram a canção três vezes devido a problemas de som; na quarta desistiram, não rolou. Outra vergonha: a maior atração do festival não terminou o seu show por causa de problemas técnicos. Festival vagabundo.

    A estrutura das tendas e sua disposição eram semelhantes às do ano passado, quando o público foi de 25 mil pessoas, pouco mais da metade do público de ontem. O resultado: filas intermináveis para comprar bebidas, muito lixo já às 2h, pouca gente usando os poucos banheiros.

    O fato mais vagabundo desse festival vagabundo: à 1h acabou a água! Não havia água à 1h num festival de uma cervejaria. Incompetência, não há outra palavra mais adequada. Para tentar evitar uma catástrofe, kombis entravam e saíam por entre a multidão levando mais água e gelo. Nem no carnaval de rua de Salvador há tanta podreira. Cerveja havia, mas às 3h já não havia mais em alguns quiosques. Sem comentários.

    Pelas atrações (Dave Angel estava ótimo, aliás), poderia ser um festival razoável, mas não há atração de peso que resista à falta de organização, grosseiria dos funcionários, lixo por toda parte, falta de água, filas quilométricas para comprar cerveja, péssimo atendimento, público maior do que a capacidade do evento.

    Se já havia sites vagabundos ligados a Skol, agora o “maior” festival de música eletrônica da América Latina está invariavelmente ligado à palavra vagabundo, como, de resto, a cerveja sempre esteve.

    20/04/2002

    QUE SKOL BEATS O QUÊ

    Basement Jaxx, Royksopp, Beta Band, Stanton Warriors, Jon Carter, Plump DJs, Soft Cell (haha), Roger Sanchez, Jeff Mills, Laurent Garnier, Richie Hawtin, Slam, Roots Manuva, LTJ Bukem, Roni Size, Lottie, X-Press 2, Darren Emerson, Erick Morillo, FC Kahuna, Zero 7, Kruder & Dorfmeister, Gotan Project, Antipop Consortium, Carl Cox e ainda tem Marky, Patife e Anderson Noise.

    Tudo isso e muito mais em Homelands 2002, my dear.

    This is the real deal.

    20/04/2002

    ABRIL DES-PÊ-DAÇADO

    Em abril, os fins de semana começam com P:

    Party/Projeto Proposta, Plantão e Paris.

    20/04/2002

    Que capa é essa?

    20/04/2002

    FALOU ENTÃO

    O último disco dos Rolling Stones foi Voodoo Lounge. Me lembro que à época, 1994, todos traduziam lounge. Diziam que era sala de estar. Muito legal.

    Foi com esse disco que descobri que lançamento no exterior é mais barato do que discos mais antigos.

    Fazia tempo que não escutava um disco que trazia boas lembranças. Geralmente não traz lembrança nenhuma…

    20/04/2002

    WELCOME

    Acabei de receber o Klez.H. Bem-vindo, meu caro vírus. Se é que me permite chamá-lo de meu…

    20/04/2002

    O NADA

    Isso aqui é um jogo. Eu não sei como estão as coisas lá fora. Não sei qual é a imagem que estão passando de mim. Acho que a gente tem de passar uma mensagem positiva. Com certeza. Eu falo na cara. Com certeza. Estou me sentindo muito carente. Estou com muitas saudades da minha família. Cara, eu amo o meu pai… Cada um pensa de uma maneira diferente. Quem sou eu pra julgar alguém? Corri atrás e batalhei muito pra chegar até aqui. Acho que ele deveria pensar mais no coletivo. Você fala isso porque não foi você que foi para o paredão. Fazer o quê? Sou assim mesmo. Com certeza. Todo mundo só fala merda aqui. Nada acontece por acaso. Amadureci muito aqui dentro. Sempre tem alguém com quem a gente tem mais afinidade, né? Faz parte. É isso aí, é um jogo.

    20/04/2002

    CAMINHOS

    Cliquei num desses blogs que aparecem na home do Bloogger. Aí descobri uma banda de Hong Kong, Dir en Grey, que fez um show lá anteontem.

    No dia anterior ela tocou em Shangai e foi assim. Era um blog de duas adolescentes de Hong Kong que foram ao show. Então eu vi um pedaço do show em Shangai e li um “review” do de Hong Kong, fácil assim.

    Essa Interneide é mesmo uma loucura, né não? Eu me pergunto: onde, por cristo!, onde mais eu poderia ver como foi o show de uma banda que eu não conheço em Shangai e saber como foi a apresentação em Hong Kong anteontem? E, o melhor de tudo: essa Interneide é online, cara. Tempo real, sacou? Vida real, George Orwell (????????).