Archive for outubro \31\UTC 2001

31/10/2001

AOS POUCOS

Só agora o meu cérebro começa a ficar com uma conexão de 56k. De sexta a domingo, deu pau na Embratel.

31/10/2001

A AMEAÇA FANTASMA

A barbárie não é somente a covardia do terrorismo, mas também a intolerância ou a imposição de políticas unilaterais em escala planetária.

Diretoria do SBT, opz!, presidente do Brasil falando em francês.

Tremei, América.

30/10/2001

CADEIA

Me lembrei de outra coisa do FJazz. Havia um restaurante wannabe dishcolado chamado Favela. O nome é de mau gosto, mas há mais problemas. A “decoração” deixava claro que aquilo era uma casa de morro, tudo “despojado” (aka de pobre, em bom português) e três modelos PINTADAS de preto e peruca black power (viu Bamboozled? Igual), como se fossem as moradoras da tal Favela.

O dono desse lugar deveria estar preso com base na lei Afonso Arinos. Isso é racismo aberto e aplaudido. Uma vergonha, nojento. Nunca vá a um lugar que se chama Favela se tiver vergonha na cara.

Ou leve a Marilene Felinto se quiser se divertir.

30/10/2001

BOLACHA MARIA

Mais uma matéria sobre lésbicas… Se a Veja continuar assim, boceta vai ganhar a alcunha de A Indispensável, hahahahahahaha.

30/10/2001

DESCULPAÍ

Vi em algum blog que o Rodrigo Santoro estava no Free Jazz. Putz, dois dias depois me lembrei que eu vi ele junto com Marcelo Serrado (tipo esses Blue Jeans, acho). Aí a mulher do caixa estava se abanando _eram 5h da segunda_ quando perguntei por quê. “Ai, o Marcelo Serrado, aquele GATO (ela gritou) está aqui!!”

Você não viu nada, retruquei, o Rodrigo Santoro está com ele. Meu, a mulher quase caiu pra trás e ainda fez 4 cervejas por 10 reias.

Na boa, esse Santoro aí é meio normal demais. Sou do tamanho dele, pra começo de conversa, não uso topete (eu acho) e no quesito sorriso tô levando. Hahahahaha.

30/10/2001

A FRASE

Vamos lá, criançada! Todo mundo de pé!

A animada Daniela Mercury, ao entrar no palco do Teleton, programa para crianças deficientes físicas, que formavam boa parte da platéia.

30/10/2001

O QUE FOI AQUILO?

Senhoras e senhores, que finde semana. Depois da minha micareta predileta, alguns lembranças do Free Jazz:

Na sexta:

Ela é minha menina

E eu sou o menino dela


Jorge Ben/ Mutantes/ Belle & Sebastian

No sábado:

Who told you

You can do it like

This?


Roni Size & The Reprazent

No domingo:

Put your hands up in the air

Put your hands up in the air


Fatboy Slim

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Na sexta não vi o Grandaddy. Beleza, estava bem pouco entusiasmado com uma banda que se chama Voínho. Então veio o Sigur Rós. Tinha a impressão, antes do show, de que ali não seria o espaço mais adequado para o show desses anjos psicodélicos. Palpite confirmado. O som de fadas não combinava com idas e vindas para o bar, conversas com conhecidos, espera por Belle & Sebastian. Tornou-se música ambiente e não teve o impacto que merecia se fosse numa sala com chaise longue, caixas acústicas mais decentes e telões mais bem definidos. A música geladíssima dispensa grandes aglomerações como a do palco principal, se dilui na multidão, perde o foco, sei lá. Mas eu gostei de ter visto o show.

Entra Belle & Sebastian e, uau, Mutantes, a única banda brasileira que merece o meu respeito e adimiração, além de Secos & Molhados. Twee show. Delicadeza roqueira sempre é bom de ouvir, e esses escoceses são verdadeiros artesãos em esculpir rock com sutileza, charme e humor do mesmo quilate. Foi uma noite de detalhes, sofisticada, para ser absorvida durante a semana.

Ainda bem que o público era bastante misturado (pelo que me lembro), mas estava realmente disposto a adorar o show do B&S a priori. Às vezes isso me incomoda. Assim como me incomodam os risos da platéia em filmes da Mostra de Cinema: sempre mais altos e longos que os dos filmes convencionais. Whatever, bobagem minha. Em uma palavra, Belle & Sebastian foi fofo como seus três primeiros discos (Fold Your Hands Child, You Walk Like a Peasant, o último, não diz muito do que já havia sido cantado).

E aí eu me encontro com aquela Patrícia Coelho, que namorou o Mala Mion. Nunca havia falado com ela na vida e chamo o Gus para apresentá-la a ele (afinal ele não a conhecia).

_Oi, Patrícia, tudo bem? (dois beijinhos)

_ Oi, tudo. E você?

_ Queria te apresentar o meu amigo Gustavo. Gustavo, Patrícia; Patrícia, Gustavo (oi, oi..).

_Então, você veio ver qual show?

_Ah, eu vim pro Main Stage, mas confesso que não conheço muito as bandas, só de ouvir falar em algumas, tipo o B&S. Mas eu curti.

_ Legal, então. Bom, vou dar um volta e depois a gente se fala.

Gargalhadas initerruptas de dois sujeitos sob efeito de álcool etc.

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No sábado fazia questão de não perder DJ Dolores e a Orchestra Santa Massa. Talvez tivesse ouvido uma ou duas músicas dele em coletâneas, não sabia como era, a não ser pelo que li. Muito bom. Post-baião. Foi aplaudidíssimo no final. Quero mais DJ Dolores por aqui.

No show seguinte entra ela. Que Roni Size o quê: Onallee, a vocalista. Que voz, que shortinho jeans! Aquilo ela comprou no Saara, no Rio. Era muito tchutchuca para ser usado em Bristol. Gostei de ver um combo como Reprezant, eficiente, bem-resolvido e um puta som pós-Jamaica que ressoava na linha da cintura com baixo e bateria, os instrumentos, ao vivo. As versões das música, principalmente desse segundo disco, ficaram ótimas, e Roni Size se redimiu da sua apresentação no atabalhoado Close Up Planet.

Eram três DJs no palco, o que dá uma boa margem de segurança para a organização do evento, caso um ou até mesmo dois deles não tivessem embaracado…

Pode-se dizer que Aphex Twin não deu as caras, certo? Mas o moço tem um groove inesperado e potente. Foi um show de heavy metal com algum suingue, se isso é possível. Eu adorei. Pouco a ver com o que ele faz nos discos, que não é parâmetro para shows no caso dele. Aquele logo do Free Jazz no telão poderia não estar ali, e o Cunningham bem que poderia ter mandado uma fita de vídeo com as imagens dele. Seria outra apresentação, o som ganharia formas (eu eu só imaginei quais foram; queria ter visto).

Simplesmente sensacionais as máscaras com a cara de Richard James e seu clássico sorriso malvado do disco Richard D. James Album. Vendidas por camelôs, foi um ds aspectos desse show de que mais gostei. Aphex Twin não estava no palco, estava sorrindo ao meu lado, estava cercado deles. Bom, muito bom.

Descobri com Aphex Twin que barulho e ironia pesados foram feitos um para o outro. Havia algo de tiração de sarro naquilo que parecia uma furadeira (o tal drill’n’bass), assim como ele fez troça com a Folha e com o nome do seu primeiro disco.

E eu dancei com Aphex Twin, algo até então inimaginável. Se existe mesmo essa Intelligent Dance Music, Richard D. James é um moleque superdotado.

Para refrescar, um X-Press 2 no palco Cream, aka palco do crime, outro nome a que fui apresentado no Free Jazz. Três pick-ups (é um trio) no palco e grooves irresistivelmente dançantes. De Missy Elliott (a versão de Get Ur Freak On ficou malévola), Basement Jaxx e Donna Summer, rolou muita coisa. É o que se chama de tech-house, do jeito que eu gosto.

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Ainda com forças, vamos ao domingo. Temptations é o que há. Deveria ser obrigatório haver um show dos Temptations aos domingos em São Paulo. Apesar de nunca ter ido a estes lugares, me senti ora num cruzeiro ora em Las Vegas. Ternos impecavelmente bregas (eram de cores claras, lavadinhas, verde, rosa, amarelo e azul), camisas prateadas, sorriso de Negritude Jr. no rosto e uma coreografia tão inocente que só podia ser fruto dos anos 60. A versão vocal e mais melódica da black music americana (que não existe mais; não há mais grupos vocais formados por negros que não seja r&b) estava ali na minha frente em piruetas tímidas e hits eternos, como My Girl, Just My Imagination, essas coisas. Tão inusitado quanto as pessoas da platéia que ganharam momentos karaokê no palco.

E chega Macy Gray, com um casaco roxo, o mesmo da capa de The ID, e um chapéu jeans, com abas que tinham a mesma largura que os lábios dela, com Related to a Psycopath. Isso é atitude. Oblivion, uma marcha/polca/funk, cuja letra era exibida num cartaz, foi o que se pode chamar de grand finale (acho que teve mais depois…) para um ótimo show _agora de black music contemporânea com DJ no palco. Só pelo fato de essa mina de Ohio ter a presença que possui é motivo mais do que suficiente para eu gostar dela. Sem falar na voz rascante.

Era discoteca, funk, soul, sista ideais para acabar o domingão _ei, Bootsy Collins estava lá? Mas havia o palco do crime, o Cream. Jon Carter foi mais dark, apesar de pop; Stanton Warriors vi pouco, mas gostei (gostei de tudo nesse festival, que merda!). E Fatboy Slim é o melhor DJ para tocar em festas que eu já ouvi. Mantém a pista animada com as batidas certas. Estou pensando em chamá-lo para a do meu aniversário, quem sabe. Mixagens perfeitas, puta timming e popésimo (o que não é demérito nenhum, como a imensa maoria dos DJs brasileiros pensa: quanto mais underground e desconhecido, melhor. Tsc, tsc, tsc.). Mais Basement Jaxx e Missy Elliott, além de Underworld, Chemical Brothers e outras coisas que não me lembro. Mas Fatboy Slim joga muito pra galera, populista demais, festeiro em excesso talvez. No final estava se tornando repetitivo, mas não parei um segundo. Taí um sujeito que sabe fazer dançar.

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DataZeitgeist informa:

– Camisa da seleção brasileira presente em todos os dias do festival. De Richard Coldburn (sexta), Roni Size (sábado) a Macy Gray e o seu DJ (domingo), ninguém passou imune ao uniforme oficial dos shows de artistas gringos.

– 4 é o número de pessoas de Brasília encontradas no Main Stage durante o festival.

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Só digo uma coisa, depois desse carnaval fora de época: tem de ser muito jeca para achar que o Free Jazz é um festival de “moderno”, “descolado” e “hype” (teve jeca que falou até que os “modernos” estavam cantando música da Caetana e que isso é tipo “revelador”… Humpf). É a melhor micareta do país.

26/10/2001

2001 FOI O ANO EM QUE:

– Tive o melhor réveillon da minha vida.

– Desfilei na Marquês de Sapucaí (skindô-skindô).

– Fui demitido.

– Voltei pra lá.

– Saí de lá.

– Fui para NY.

– Fiz uma tatoo.

– Carlo Giuliani foi assassinado pela polícia de Berlusconi enquanto líderes de países ricos sorriam para photo-op. Essa é a segunda imagem mais chocante do ano.

– Fiz frilas.

The Goddess comprou um carro.

– Criei um blog, e tudo o que eu penso deixou de ser represado.

– Parei de fumar.

– Ouvi, literalmente, o meu coração.

– Anthrax deixou de ser apenas nome de banda.

– O dólar disparou.

– Finalmente fui trabalhar na internet.

– Conheci mais pessoas das quais não conheço o rosto.

The Strokes e The Avalanches foram as novidades.

– Vi um show de Madonna ao vivo. Na TV, né?

– Vi um show do REM ao vivo. Idem.

– Descobri o funk carioca durante o réveillon, uma ótima surpresa que foi esmigalhada por essa mídia porca.

– A Tiazinha tocou no Orbital.

– Fui ao teatro por vontade própria.

– A minha conexão caseira ficou ideal.

– O genial Neo Zeitgeist ganhou um site, hehe.

– Finalmente descobri Pinups, de David Bowie.

– Fiquei do lado dos EUA, mas depois relativizei.

– Fiquei um lindo mês sem fazer picas.

– Meus pais me visitaram pela primeira vez.

– Percebi que moleques de 18 anos podem ser mais inteligentes e razoáveis do que eu.

– Publiquei um dos meus melhores textos.

Ian McCulloch pagou mico no Brasil.

– Cansei de ler teorias sobre blogs. Ele é auto-explicativo, oras.

– Fiquei mais capitalista do que nunca.

– Desprezei toda a corja que sempre odiei. A diferença é que agora eles sabem e não *podem* fazer nada.

– Comprei uma camiseta do Thundercats.

– World Trade Center desapareceu do skyline de NY.

– O mundo acabou.

– Aconteceram fatos que mudaram tudo, como sempre acreditei que aconteceriam desde os meus 12 anos.

E o ano não terminou.

26/10/2001

HUMPF!

Jornalistas (culturais ou não) são uma subraça mesmo. Se aproveitam para fazer matéria sobre miséria, pobrecitos mortos de fome cheios de mosca na boca, de comunidade analfabeta no interior de Alagoas ou ainda das condições dos presído etc e tals _é preciso mostrar a realidade, é o subtexto. Depois vão todos, engravatados e limpinhos, receber prêmios de direitos humanos justamente pela “crítica social” (leia-se exploração da pobreza e miséria alheias, já que se trata de personagens que não contestam *nenhuma* reportagem e são *invariavelmente* manipulados).

Tenham vergonha na cara _quem dá e quem recebe esse tipo de prêmio-embuste.

26/10/2001

PERGUNTINHA

Os indies gostam de Fórmula Indy?

Dãããããã….

26/10/2001

MEU PRÉDIO É POP

Ontem vejo na MTV um programa com o Tom Zé e a banda Tianastácia. Todos reunidos com o expressivo VJ Edgard no jardim do meu prédio, onde plantaram um pé de pimenta (?!). Tom Zé é o jardineiro do meu prédio, ofício que desempenha com muita presteza e desenvoltura _ o jardim é bonito.

Viu só? O meu prédio é pop. In a way…

26/10/2001

SUGESTÃO

Se os brimos forem brimos mesmo, aqui vai uma sugestão para o lodjinha: Bandeira norte-americana específica para manifestações anti-USA com os seguintes modelos:

– Bandeira dos USA específica para TV: larga, 1,8m x 2m, com uma substância exclusiva que salienta as labaredas, cujas extremidades ganham aspecto de fogos de artifício, fazendo da sua manifestação um ato muuuito mais rebelde. US$ 10.

– Bandeira dos USA específica para fotógrafos: tamanho médio, 1,5m x 1m, possui outro tipo de substância que retarda a queima, possibilitando aos fotógrafos de todas as agências internacionais fazerem a melhor foto para as primeiras páginas. Na compra de 3 dessas bandeiras, vem um boneco do George “Walker on the Wild Side” Bush de brinde. US$ 6 (a unidade) e US$ 16 (três).

– Bandeira dos USA básica: 1m x 0,8 m, é uma versão clean, sem nada demais, indicada para ensaios de rebelião. Também na versão p&b. US$ 3 (colorida) e US$ 1 (p&b).

26/10/2001

SÓ OS PICARETAS SOBREVIVEM

Aquela Erika Patolino, além de caloteira (ela é conhecida no mercado por seu amadorismo e por não pagar os seus funcionários), é uma imbecil profissional de longa data. Mas ela insiste, se aprimora nesse ofício ad nauseum e ainda se orgulha em sair na Caras… O que ela escreveu hoje sobre o “mood” do Free Jazz (uma idiotice por si só) é de fazer cancelar a assinatura da Folha, como bem sugeriu a Lili.

Juro que pensei que fosse uma piada grotesca, tipo a entrevista do Fatboy Slim de ontem. Assim como as baratas serão as únicas sobreviventes, essa gentalha é quem vai apagar as luzes do jornalismo cultural _se é que ainda merece esse nome, porque não é nem uma coisa nem outra…

Ai, ai, acordei animado, como diz o Valdir.

26/10/2001

HASTA

Li hoje que Drukqs sukqs, hahahaha.

Nos vemos amanhã, Aphex Twin.

25/10/2001

GREAT EXPECTATIONS

Mal posso esperar para ir ao show de Natalie McIntyre no domingo e depois “conferir” Norman Cook ao vivo (Astrud Gilberto, Blur, Prince, Afrika Bambaataa, Mr X & Mr Y, Air, Beastie Boys, Chemical Brothers, ele próprio e muito mais em 2 horas de transmissão) com tudo o que tenho direito na cabeça.

Yep, segunda-feira estou de folga.

25/10/2001

AFORA

Ninguém tinha atentado ainda.

25/10/2001

BIFE COM PROPOSTA

O restaurante de onde eu trabalho, além de possuir um nome jocoso, abriga exposições de artistas que expõem em restaurantes. Esta semana começou uma de “arte digital”. São uns monstros horríveis feitos de placa de computador, drives, disquetes, mini-discs, arame, tudo muito artístico e digital.

O autor deve ser um PorcAdm.

25/10/2001

GOSTA DE MÚSICA BRASILEIRA?

Impressionante como conseguem fazer uma entrevista tão malfeita com Fatboy Slim na Folha de hoje. Parabéns, parece uma conversa de baile de carnaval.

25/10/2001

MIL COISAS

A mente começa a se danificar, e agora vai sair do jeito que der. “Faith in the Future”, de Überzone, ecoando surround. O tal “much antecipated debut album”, como diz o adesivo na capa do disco _essas coisas nenhum Napster pode dar. Segundo o Real Jukebox, o disco é “Unclass”…

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Feriado legal.

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Vem cá, dá pra acertar um terrorista? Unzinho… Depois pensem se vale a pena matar todos, esquartejá-los e empalhá-los. Aí, o Michael Jackson (ou o pai dele) poderia fazer uma World Terror Tour, com pedaços de terroristas em excursão mundial. Enquanto a cabeça e as pernas de Bin Laden estiverem em turnê pela Europa, as mãos poderiam ir para a América do Sul, o corpo do porta-voz do Al Qaeda poderia ir para o Japão, onde haveria uma instalação interativa em que os visitantes montariam o seu próprio porta-voz. A BrasilConnects poderia abrigar partes nobres de terroristas do segundo escalão na Oca do Ibirapuera, salientando que era inédito no Brasil. Seria divertido um intercâmbio cultural dessa natureza. É muito mais produtivo do que todos esses joguinhos maldosos de Internet.

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Não é curioso uma banda ter um álbum ao vivo disponível antes mesmo de lançar o *primeiro* disco? The Strokes, 2001. Isso, sim, é que é “much antecipated debut album”. Como disse o cara do link abaixo, “com uma propaganda de matar Bin Laden de inveja”.

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Aliás, quem começou essa história de antecipar álbum (e isso é um fenômeno de 2001, assim como derrubar edifícios com aviões comerciais) foi o Radiohead com o seu Kid A, de outubro de 2000. Dois meses depois, já havia anúncios de Amnesiac, que sairia em junho. Depois veio Discovery, do Daft Punk, que saiu em março, mas desde novembro falava-se dele. Is This It, dos Strokes, foi tão antecipado (6 meses de falação) que, quando saiu em setembro, houve praticamente uma brochada _mas eles sobreviveram a isso. Parem de antecipar discos! Stop the war! The fucking showbiz war!

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Putz, os meus pais não sabem que eu tenho um blog. Acho que cada um tem o seu, e ninguém tem nada com isso. Blog é uma coisa pessoal. Muita gente não entende isso. Não contei pros meus pais. É o proibido, né, gentem?

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Machine Soul: An Odyssey into Electronic Dance Music é um disco, digamos, muito didátco.

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Botz é a música. O disco do Überzone é electro, e electro é o que há. My mind has gone. E esse show é o onde eu gostaria de estar agora.

24/10/2001

DORREAL

Que porra é essa? Notas de R$ 2 e R$ 20? Piada oficial tem limite.

Exijo uma nota de R$ 7. Adoro números primos. Primos são muito legais 😉

24/10/2001

THIS IS IT

A melhor resenha sobre os Strokes que li até agora. Sujeito equilibrado, consciente e inteligente.

E deu 9.1 para Is This It.

24/10/2001

TWICE

Aconteceu uma vez apenas. Comprei “This Is My Truth Tell me Yours”, do Manic Street Preachers, duas vezes. Percebi logo que coloquei o segundo disco para tocar em casa: já tinha ouvido o disco antes, na minha casa e sabia onde ele estava guardado (coisa de louco mesmo).

Mas algo mais estranho aconteceu hoje. Percebi que tenho dois “More Grip”, do Sidestepper. Não faço a menor idéia do motivo disso. E devo ter comprado duas vezes, o que é pior.

Merda!

24/10/2001

E AÍ?

Os terroristas acertam o alvo e matam civis em Nova York.

Os americanos erram o alvo e matam civis no Afeganistão.

24/10/2001

BTW

Avisa lá que eu vou chegar mais tarde, oh yeah!

Avisa lá que eu vou.


Olodum

Já viu que hoje fodeu tudo, né?

23/10/2001

REPLAY

Google Zeitgeist

23/10/2001

OBA!

Então vamos falar mal da Veja, porque eu estou sem nada pra fazer mesmo. Adorei o pedido de desculpas pelo slogan infame dos outdoors! Adoro quando gente burra se desculpa. Parece que estão dizendo: “Sim, somos burros, não sabemos fazer direito, mas olha como a gente é legal, a gente se desculpa”, hahahahaha.

É sobre aquele cartaz medonho em que dizia que o Bin Laden ameaçava um novo ataque e perguntava se ele não queria ser técnico da seleção. Eu, sinceramente, achei normal. Para uma revista que fala sobre discos que as lésbicas supostamente gostam (em vez de dizer que as cantoras desses discos são gays, mas o autor não é homem para isso), que escreve bobagens sobre o Daft Punk e cujo editor-executivo andava no jatinho do governo Collor, é bem normal essa postura escrotinha.

Mas, já que houve esse precedente patético, eu exijo que eles se desculpem pelo que escreveram sobre o Belle & Sebastian. Diz lá que é a “banda faz um som ideal para passar roupa” (?!?), entre outras bobagens que devem ser consideradas apenas bobagens porque são publicadas naquilo. Mas eles merecem pedir desculpas, já que não consta nenhum registro de audição de nenhum disco dessa banda enquanto o ferro desliza sobre a tábua quente.

Outra coisa: se existe um veículo de imprensa que está *louco* pra receber um envelope com anthrax, é a Veja. Gente, como eles gostariam! Isso deixaria bem claro à opinião pública internacional e interplanetária o quão importante é a revista, hehehe.

Esclarecimento: estou falando mal da revista com o único objetivo de que ela continue achando que possui alguma importância na imprensa nacional. Eu faço o meu papel. (Vai que ela começa a se achar uma merda e pára de publicar essas delícias…)

23/10/2001

PERGUNTINHA

Você conhece o hit Oceano, do DJ Avan?

23/10/2001

SEXY

Kill Your Darlings, de Kid Loco, é o álbum Zeitgeist da semana.

22/10/2001

FIM DO MUNDO

Depois de destruírem o WTC, agora é Mel B. que chama Victoria Beckham de vaca, e as Spice Girls terminam.

Onde, minha gente, onde este mundo vai parar??

22/10/2001

PARÂMETRO

Eu adoro gente burra. Quanto mais gente burra e incompetente, melhor. Se elas forem burras, incompetentes e feias, melhor ainda.

Meus sinceros agradecimentos a todos vocês, desprovidos de neurônios. Sem vocês, eu não seria inteligente.